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PortuguêsInterpretação de Textos

2601 questões encontradas

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor de Língua PortuguesaConcurso: Prefeitura de Jati - CE

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os temas mais importantes de 2026 para a educação Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se renova. Para além dos conteúdos previstos nos currículos, acontecimentos do cenário nacional e internacional passam a integrar debates e experiências de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e mudanças nas políticas educacionais oferecem oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã. A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, inaugura novo formato, com ampliação do número de seleções e três países-sede. O evento mobiliza investimentos em infraestrutura e logística, ao mesmo tempo que expõe desafios relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A competição permite abordar questões de território, clima, identidade cultural, racismo, estatística e história do esporte. No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das discussões globais. As negociações sobre redução do uso de combustíveis fósseis e compromissos internacionais criam condições para debates sobre justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem ciência, geografia e cidadania. As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o campo de discussão sobre democracia, representação e funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por desinformação e polarização, compreender os mecanismos de votação, apuração e organização dos poderes públicos fortalece a educação para a participação social e o exercício crítico da cidadania. Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial. A expansão das tecnologias generativas intensifica debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no trabalho e na cultura. Cabe à escola promover letramento digital e pensamento crítico, preparando estudantes para analisar como essas ferramentas interferem na produção de conhecimento e nas relações sociais. No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e estratégias para a educação básica na próxima década. O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de acompanhamento e reforça a valorização docente, inclusive quanto à formação em nível superior e à estruturação de carreiras. Também a partir de 2026, o componente de Computação previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se obrigatório em toda a educação básica. Organizado em torno do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital, o currículo busca desenvolver resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética sobre os usos da tecnologia. A saúde mental consolida-se como pauta permanente. Pesquisas apontam que sete em cada dez professores apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela significativa declara esgotamento emocional diante de jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve alcançar também os estudantes, sobretudo diante de situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento contínuo em clima escolar saudável. A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital responde à realidade de uma infância amplamente conectada. O crescimento do acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia riscos de exposição e violência online, o que reforça a responsabilidade das plataformas e da escola na promoção do uso seguro das tecnologias. A educação antirracista permanece como compromisso legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o enfrentamento do racismo estrutural. Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades e superdotação. O crescimento das matrículas na educação especial nos últimos anos evidencia a necessidade de formação continuada e fortalecimento do atendimento educacional especializado. Em 2026, decisões políticas, transformações tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos estudantes e reforça seu compromisso com a formação integral e democrática. https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado. A organização do texto não se limita à simples justaposição de informações. A progressão das ideias, a articulação entre parágrafos e o modo como os temas se encadeiam revelam um projeto discursivo que mantém unidade ao longo de toda a exposição, mesmo quando trata de acontecimentos distintos. Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor de Educação Infantil e CrecheConcurso: Prefeitura de Jati - CE

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem. "Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas. A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?" Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados. Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade. Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto. Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização. Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas. Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina. Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial. https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. O texto articula terminologia técnica relacionada à inteligência artificial, depoimentos em discurso direto e referências acadêmicas, mantendo regularidade estrutural e unidade de registro ao longo do desenvolvimento argumentativo. De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

Transcreve-se a seguir um pensamento de Montesquieu, citado na obra Ética para meu filho (SAVATER, 1993, p. 169): "Se eu soubesse algo que me fosse útil e que fosse prejudicial à minha família, expulsá-lo-ia de meu espírito. Se eu soubesse algo útil à minha família que não o fosse à minha pátria, tentaria esquecê-lo. Se eu soubesse algo útil à minha pátria que fosse prejudicial à Europa, ou que fosse útil à Europa e prejudicial ao gênero humano, considerá-lo-ia um crime, pois sou necessariamente homem, ao passo que sou francês por mera casualidade." Montesquieu A partir da reflexão apresentada no texto, assinale a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

As compras regulares para a casa fazem parte da rotina de quase todos, mas ainda assim podem ser complicadas, principalmente na hora de escolher alimentos saudáveis. Seguem dicas para que você acerte na hora de ir às compras. Acompanhe! 1. Faça uma lista de compras. 2. Verifique a validade dos produtos. 3. Escolha o dia e o horário de fazer compras. 4. Coloque verduras, legumes e frutas no topo da lista. 5. Escolha carnes magras e peixes frescos ou congelados. 6. Prefira grãos integrais, feijão, lentilha e ovos. Boas compras! De acordo com os gêneros textuais, em relação às sugestões para as compras de casa, é CORRETO afirmar que se trata de um texto predominante:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 Considerando o texto, analise as afirmativas a seguir e marque com V, as verdadeiras, e com F, as falsas. (__) Especialistas consideram a microbiota um ecossistema complexo, quase como um órgão adicional no corpo humano. (__) Pesquisas em animais e humanos indicam ligação entre emulsificantes e problemas de saúde. (__) Cuidar da microbiota é fundamental para a saúde geral, o que implica escolhas alimentares mais conscientes. (__) A microbiota influencia diversos aspectos da saúde, incluindo humor, metabolismo, sono e função cerebral. A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 "Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino." Identifique a alternativa que indica de forma CORRETA o uso da expressão 'um dos motivos'.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 "Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema." Identifique a alternativa que apresenta de forma INCORRETA a substituição da palavra 'desestabilizar'.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA que evidencia a intenção de Melissa Lane ao fazer a comparação entre diversidade intestinal e uma floresta.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 Considerando o texto sobre o impacto dos conservantes alimentares na microbiota intestinal, é CORRETO afirmar que pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 "Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde." Identifique a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado de 'fervilhante' no trecho.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?Dentro de todos nós, existe uma comunidade fervilhante composta por trilhões de células que influenciam inúmeros aspectos da nossa saúde. Nós a chamamos de microbiota. "Você pode comparar a diversidade intestinal a uma floresta", explica a epidemiologista nutricional Melissa Lane, da Universidade Deakin, na Austrália. "Quanto mais micróbios você tiver na sua floresta, de mais tipos diferentes, maior será a sua resiliência a eventuais perturbações." A ciência confirmou há muito tempo que a microbiota diversa e saudável é fundamental para o nosso bem-estar em geral. Afinal, ela influencia de tudo, do nosso humor ao metabolismo e até o nosso cérebro. As pessoas com menor diversidade bacteriana no intestino são mais propensas a enfrentar problemas do sono, baixa saúde intestinal e maiores inflamações. Já a alta diversidade chega a ser relacionada à longevidade. "É todo um ecossistema", explica a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres. "É como um órgão a mais que temos no nosso corpo." Mas existem evidências de que alguns dos alimentos que consumimos regularmente podem desestabilizar esse ecossistema. Os ultraprocessados, particularmente, podem prejudicar e alterar os micróbios intestinais. Um dos motivos é cada vez mais atribuído aos numerosos aditivos presentes nesses alimentos, o que nos leva a imaginar o que eles fazem com o nosso intestino. Se você observar qualquer lista de ingredientes na próxima vez em que for ao supermercado, irá rapidamente notar quantos emulsificantes alimentares, adoçantes artificiais e corantes alimentícios são adicionados à nossa comida. Eles fazem de tudo, desde melhorar o sabor dos alimentos ou fazer com que eles fiquem mais crocantes, até alterar a textura e conservá-los por mais tempo. Comprei recentemente uma salada de frango aparentemente "saudável", que continha um aditivo de alto risco, segundo um aplicativo que uso para avaliar a qualidade nutricional dos alimentos. Ela incluía diversos emulsificantes, substâncias que permitem a mistura de óleos e água, comumente encontrados em alimentos ultraprocessados. A textura do seu sorvete favorito, que derrete na boca, se deve aos emulsificantes. Eles também estendem o prazo de validade dos alimentos.Os emulsificantes ajudam o pão do supermercado a ficar mais tempo macio e explicam por que o bolo comprado na loja permanece úmido por mais tempo que o feito em casa. Eles são extremamente frequentes. Uma análise encontrou 6.640 produtos alimentícios contendo emulsificantes nos supermercados britânicos. Este número representa cerca da metade dos produtos analisados. Evidências indicam que estes aditivos podem prejudicar a nossa microbiota intestinal. Eles foram relacionados à doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e câncer colorretal. Pesquisas conduzidas em animais e seres humanos aparentemente indicam uma relação direta entre os emulsificantes e problemas de saúde. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yr5 Após análise do texto "Como os conservantes na sua comida afetam as importantes bactérias do intestino?", analise as afirmativas a seguir: I. A maior parte dos alimentos consumidos não apresenta aditivos químicos, sendo completamente naturais. II. Os aditivos não são apenas conservantes, mas também modificam características sensoriais e funcionais dos alimentos. III. Todos os alimentos industrializados são prejudiciais à saúde. IV. Apenas os pães caseiros não apresentam aditivos artificiais. V. A lista de ingredientes nem sempre revela a presença de aditivos, porque certos produtos são adicionados sem exigência de especificação. Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Analista de Recursos HumanosConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit. De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas. Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos. Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada. Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit. As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião). Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre". Mas não há como saber exatamente o quão real isso é. Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea. E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP. A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini. A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano. Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana. Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots. Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução. Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações. "Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana. Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda. "Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele. "O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma." "A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala." "O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma. Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA. Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto. Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade". "As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele. Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente". "Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. "Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?" O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado. Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade. "Meu humano é ótimo", posta um agente. "O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro. "Humano nota 10/10, recomendo." https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo "O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma." Considerando os valores semânticos assumidos pelos vocábulos no contexto em que se inserem, julgue as proposições a seguir: I. O vocábulo 'vazio' é empregado em sentido metafórico, uma vez que designa a falta de interlocução ou de resposta efetiva, configurando transposição do plano concreto para o abstrato. II. A substituição de 'emergente' por 'iminente' preserva integralmente o sentido do texto, visto que ambos os vocábulos são palavras com significados equivalentes. III. O termo 'análise' poderia ser substituído por 'síntese' sem alteração de sentido, pois ambos configuram parônimos de significação convergente. IV. O vocábulo 'emergente' constitui parônimo de 'imergente', uma vez que ambos apresentam semelhança gráfica e fonética, embora possuam significados distintos. No período "Convidamos todos a imergirem neste universo encantado", o emprego de 'imergirem' mostra-se adequado, ajustando-se ao sentido pretendido no contexto. Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: VigiaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança. A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo. A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva. A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas. Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização. Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior. A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas. Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos. Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor. A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas. Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte. A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo. https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento "Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização." Considerando a coesão e a coerência do texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas. (__) O uso do conector 'Já' indica adição de ideias entre os métodos convencionais e os digitais, reforçando a continuidade do texto. (__) O uso de 'como' em 'como as impressoras da série Monna Lisa' introduz um exemplo, mantendo a referência clara ao termo anterior. (__) O trecho 'reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água' mantém a coerência ao retomar o conceito de processos de tingimento que demandam muita água. (__) A repetição da palavra 'tecido' é desnecessária para o encadeamento das ideias, comprometendo a coesão textual, tornando o trecho redundante. Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: VigiaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança. A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo. A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva. A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas. Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização. Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior. A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas. Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos. Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor. A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas. Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte. A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo. https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento Com base no texto que trata do impacto de tecnologias inovadoras, como impressão digital e Dry Fibe r, na indústria têxtil, julgue as afirmativas: I. O uso das tecnologias em coleções de moda de alto valor demonstra que sustentabilidade e inovação podem coexistir sem perda estética ou funcional. II. Tecnologias de reaproveitamento de resíduos prolongam o ciclo de vida dos materiais, reduzindo descarte e uso de novas fibras. III. A descentralização da produção elimina integralmente os impactos ambientais do setor têxtil, já que reduz o consumo de recursos naturais. IV. Processos digitais simplificam a produção, diminuindo a necessidade de múltiplas etapas químicas e o consumo de matérias-primas. Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: VigiaConcurso: Prefeitura de Jati - CE

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem. "Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas. A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?" Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados. Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade. Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto. Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização. Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas. Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina. Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial. https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. O texto articula relato experiencial, exposição de dados técnicos e manifestações de especialistas, estruturando-se a partir de informações factuais combinadas com análise interpretativa e inserções de discurso direto. De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: VigiaConcurso: Prefeitura de Jati - CE

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem. "Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas. A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?" Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados. Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade. Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto. Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização. Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas. Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina. Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial. https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. No desenvolvimento do texto, observa-se a utilização de recursos responsáveis pela retomada de informações já apresentadas e pela articulação progressiva dos argumentos, especialmente por meio de demonstrativos e expressões que evitam repetição lexical direta. De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: VigiaConcurso: Prefeitura de Jati - CE

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os 'espelhos com IA' que estão mudando como cegos se veem Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e que bastava serem bonitas por dentro. "De repente, temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência artificial, por meio de reconhecimento de imagens e processamento avançado, não apenas descreve ambientes, como também avalia, compara e sugere ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma como pessoas cegas se percebem. "Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta de que minha pele estava hidratada, mas distante do padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza", disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito tempo, senti minha insatisfação com a aparência de forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da Universidade de Bristol, explica que pessoas que buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA agora amplia essa prática entre pessoas cegas. A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo leitura de textos impressos e passou a integrar modelos de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais. Embora muitos usuários recorram à tecnologia para tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número significativo a utiliza para se maquiar ou combinar roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu aparento?" Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards, essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA frequentemente reproduzem padrões de beleza ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados. Lewis-Smith observa que a comparação constante aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os índices de ansiedade, depressão e busca por intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência central, sem a possibilidade de conferência visual direta. Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem individualidade. Em busca de respostas, uma entrevistada enviou diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam difíceis de interpretar sem contexto. Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University, lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores, como contexto, experiências e capacidades do corpo, elementos que a IA não capta de forma plena. Historicamente, modelos de inteligência artificial privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem gerar insatisfação quando falta contextualização. Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan afirma que a IA aprende preferências e ajusta informações conforme o que a pessoa deseja receber. Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves transformam sentimentos sobre si mesma, mas também admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao sugerir mudanças específicas. Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA apresenta informações imprecisas como verdadeiras. Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer, oferecem verificação por agentes humanos, mas, na maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo produzido exclusivamente pela máquina. Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas investigações de grande escala sobre os impactos emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos pessoais ou da internet amplia a autonomia e a sensação de pertencimento. Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora, pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas por meio da inteligência artificial. https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado. O texto examina o impacto da inteligência artificial na construção da autoimagem de pessoas cegas, articulando relatos individuais, dados tecnológicos e análises acadêmicas para evidenciar uma transformação que envolve simultaneamente ampliação de autonomia e novos riscos simbólicos. De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: CoveiroConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.O que você deve comer em cada fase da vidaDurante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas. A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país. Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito. Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos. Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor. Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento. Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade. Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade. Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes."Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela. "Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados. "Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati. "É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada." Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos. Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta. Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos. Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento De acordo com o texto, analise as afirmativas sobre o motivo de as crianças precisarem de alimentos ricos em nutrientes, segundo a cientista Federica Amati. I. As crianças necessitam de maior quantidade de nutrientes, pois tendem a alimentar-se em menor quantidade do que os adultos. II. Na fase da infância, a alimentação exerce papel fundamental na formação das estruturas físicas e no desenvolvimento das funções cerebrais. III. Nessa fase, os nutrientes da alimentação são essenciais para o crescimento saudável; por isso, após a amamentação, os alimentos industrializados contribuem para suprir as necessidades nutricionais diárias. IV. A ingestão de nutrientes é fundamental na infância, pois na idade adulta o organismo já não depende tanto deles. Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: CoveiroConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.O que você deve comer em cada fase da vidaDurante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas. A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país. Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito. Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos. Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor. Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento. Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade. Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade. Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes."Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela. "Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados. "Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati. "É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada." Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos. Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta. Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos. Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento "Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas." Identifique a alternativa que apresenta informação CORRETA, segundo o texto, sobre o objetivo do racionamento de alimentos no Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: CoveiroConcurso: Câmara de Palmeira dos Índios - AL

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.O que você deve comer em cada fase da vidaDurante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas. A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país. Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito. Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos. Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor. Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento. Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade. Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade. Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes."Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela. "Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados. "Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati. "É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada." Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos. Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta. Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos. Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c15xk1jv15xo-fragmento "Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta." No contexto da frase, é CORRETO afirmar que o vocábulo 'evidências' indica: