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Prova para

IGEDUC — 2026

IGEDUC - 2026 - CISRP - Professor do Ensino Fundamental II de Língua Portuguesa

Médio19 questõesMúltipla-escolha
Sobre a prova
Concurso:
CISRP
Banca:
IGEDUC

Questões da prova

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula." Considerando a função sintática, analise as afirmativas a seguir e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas. (__) O pronome 'que' é um pronome relativo empregado para retomar 'médico', exercendo a função de sujeito na oração. (__) O verbo 'haver', no trecho, é impessoal e intransitivo, empregado no sentido de 'existir', razão pela qual a oração não apresenta sujeito. (__) Caso o verbo 'haver' fosse substituído por 'existir', o vocábulo 'médico' passaria a exercer a função de núcleo do sujeito da oração, uma vez que o verbo deixaria de ser impessoal. (__) O vocábulo 'primeiras' exerce a mesma função sintática da expressão 'dos pais' na frase 'A visita dos pais deixou os filhos felizes'. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro." Levando em conta os mecanismos de coesão e coerência utilizados no trecho, julgue as afirmativas: I. No trecho, a progressão textual ocorre apenas por meio de conectores explícitos de adição, garantindo encadeamento lógico e eliminando ambiguidades. II. A repetição da estrutura, aliada à elipse do termo 'consultório', gera um efeito de fragmentação que intensifica a crítica à desarticulação do atendimento médico. III. O uso de períodos curtos e independentes indica mudança de foco temático, rompendo a unidade de sentido construída anteriormente. IV. O emprego da conjunção 'e' contribui para a progressão acumulativa das ideias, reforçando a continuidade e a intensificação da situação descrita. Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro." Analise a ortografia dos vocábulos presentes no texto, bem como daqueles apresentados fora de contexto, e julgue as afirmativas a seguir: I. O vocábulo 'admirável' está grafado corretamente, com a consoante 'd' sem apoio vocálico, assim como ocorre nos vocábulos 'advogado' e 'advinhar'. II. O vocábulo 'pingue-pongue' está grafado corretamente com hífen, assim como os vocábulos 'tique-taque', 'ao deus-dará' e 'à queima-roupa'. III. O vocábulo 'isso' é grafado com 'ss', assim como os vocábulos 'asseado', 'dissídio' e 'escassez'. IV. O vocábulo 'vezes' possui 'z' em sua grafia, bem como os vocábulos 'catequeze', 'deslizar' e 'cerzir'. Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios." Segundo o texto, identifique a alternativa que interpreta de forma CORRETA o sentido da metáfora empregada acima.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "Era o clínico geral, que ainda existe e funciona." Analise o tempo e o modo do verbo 'existir' no enunciado e, em seguida, examine o emprego de outros verbos nas frases a seguir, verificando se estão no mesmo tempo e modo. I. Nós pusemos grande dedicação em cada tarefa realizada. II. Nós vimos para o encontro um pouco antes do combinado. III. O diretor interveio na discussão entre os funcionários. IV. Eu incendeio debates com minhas opiniões. Após análise, identifique a alternativa CORRETA.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ Segundo o texto, identifique a alternativa CORRETA que expressa a tese central defendida pelo autor.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Saudade do médico da família Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu. Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão. Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância. O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos. Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças. Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas. É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro. https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/ "Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família." Com base na análise sintática da oração acima, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas. (__) O verbo 'existir' apresenta sujeito simples expresso na oração. (__) O verbo 'existir', assim como o verbo 'haver', é impessoal, não apresentando sujeito. (__) A expressão 'uma figura quase mítica' exerce a mesma função sintática do 'que' na frase 'O livro que eu li encerra uma bonita história'. (__) A justificativa para o verbo 'existir' estar flexionado no singular corresponde à mesma que se aplica ao verbo 'haver' na frase 'Havia apenas uma pessoa no carro'. A sequência que preenche de forma CORRETA os itens acima, de cima para baixo, é:

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta. Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos. Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro. Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela. Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real. Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos". Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando. Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa. Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira. Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos. "Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego "Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. Com base nas orações que formam o período acima, analise as afirmativas: I. No período, há uma oração principal e uma oração subordinada adjetiva explicativa. II. A oração 'que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores...' é uma oração subordinada substantiva objetiva direta. III. O verbo 'começar' pertence a uma oração com sujeito oculto, diferentemente da frase 'Despediram-se muito cedo os amigos', que apresenta sujeito indeterminado. IV. O verbo 'afirmar' apresenta um objeto direto oracional. Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.

Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor do Ensino Fundamental II de Língua PortuguesaConcurso: CISRP

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Os países mais felizes do mundo em 2026 — e o que eles estão fazendo de certo para isso Os países nórdicos dominam há muito tempo o Relatório Mundial da Felicidade. Mas 2026 trouxe uma surpresa. Pela primeira vez em 14 anos de publicação, um país latino-americano chegou ao top 5. A Costa Rica manteve sua ascensão anual e pulou do 23° lugar, em 2023, para a quarta posição este ano. O ranking é elaborado anualmente pelo Instituto Gallup, pelo Centro de Pesquisa sobre Bem-Estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Ele se baseia na avaliação média das condições de vida pelos próprios moradores de 140 países nos últimos três anos, ao lado de fatores como o PIB de cada país, serviços sociais, expectativa de vida, percepção de liberdade, generosidade e corrupção. Pelo segundo ano consecutivo, nenhum dos principais países de fala inglesa chegou ao top 10. A Austrália veio em 15°, os Estados Unidos em 23°, o Canadá em 25° e o Reino Unido, em 29°. Finlândia A Finlândia ocupou o primeiro lugar em nove dos últimos 10 anos. O país tem alta avaliação para serviços sociais e baixa percepção da corrupção. E os moradores costumam mencionar sua rede de assistência social (que inclui educação e assistência médica), que cria uma sensação de segurança e bem-estar. "Adoro o fato de que a Finlândia é um país seguro e posso confiar nas pessoas comuns por aqui", afirma Olli Salo, um dos fundadores da empresa Skimle, com sede na capital, Helsinque. "As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la." Os impostos do país são altos, mas os seus moradores observam uma clara compensação. Solo compara com pagar uma assinatura por um software premium. Pode custar mais, mas a qualidade é melhor. "A maioria das coisas que realmente importam na vida, como saúde, educação e transporte, são serviços públicos", explica ele. "Por que não gastar um pouco e ter tudo isso com melhor qualidade?" Ele também observa que os locais de trabalho finlandeses são mais colaborativos do que em outras partes do mundo, com menos hierarquia e menos "teatro corporativo". Para o atual prefeito de Helsinque, Daniel Sazonov, a felicidade também vem da proximidade com a natureza. "Conseguir sair de casa e, em poucos minutos, chegar ao mar, a um parque ou a uma floresta para andar à noite é algo especial", descreve ele. Os visitantes devem começar conhecendo a cultura da sauna finlandesa. Com cerca de três milhões de saunas para uma população de apenas 5,5 milhões de pessoas, as opções são muitas. "Sugiro experimentar as diferentes saunas de Helsinque e talvez até um mergulho no frio mar Báltico", recomenda Sazonov. Já a Biblioteca Central Oodi de Helsinque, aberta em 2018, é uma construção moderna surpreendente e um popular ponto de encontro para os moradores locais e os visitantes. Além da capital, Salo sugere ir para o norte no inverno, alugar uma cabine e esperar a Aurora Boreal. Mas ele aconselha não seguir um itinerário corrido. "Nunca entendi por que as pessoas reservam quatro atividades por dia e correm dos passeios de trenó para ver a Aurora Boreal", conta Salo. "Não é assim que os finlandeses fazem." https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce358vy1el1o -fragmento-adaptado "As crianças vão a pé para a escola a partir dos sete anos de idade, você não se sente ameaçado quando volta andando para casa e pode confiar que, se alguém fizer uma promessa, irá cumpri-la." A forma pronominal 'la', empregada em ênclise, está em conformidade com as regras de colocação pronominal. Agora, analise a colocação dos pronomes oblíquos nas frases a seguir: I. Devo considerar-lhe como melhor aluno. II. Haver-me-iam oferecido um bom emprego. III. Eu tenho lhe falado a verdade, mesmo sem você acreditar. IV. Espero não encontrá-lo na festa. V. Espero encontrá-lo em breve. Após analisar as afirmativas quanto à colocação pronominal, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.