Prova para
IGEDUC — 2026
IGEDUC - 2026 - Prefeitura de Riacho das Almas - PE - Psicopedagogo
- Concurso:
- Prefeitura de Riacho das Almas - PE
- Banca:
- IGEDUC
Questões da prova
Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: PsicopedagogoConcurso: Prefeitura de Riacho das Almas - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. A menina e o pássaro Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado. Os pássaros comuns vão embora, se a porta da gaiola estiver aberta, para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades... Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão. Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que eu vi, como presente para você... E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia e sonhava que voava nas asas do pássaro. Outra vez ele voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça. Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina e, por isso, voltava sempre. Mas chegava sempre a hora da partida. Chorava a menina e chorava o pássaro. E a menina pediu ao pássaro que não mais partisse. Eu vou lhe contar um segredo, disse-lhe o pássaro, as plantas precisam da terra, os peixes precisam dos rios, nós precisamos do ar... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar. Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada. Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades e ficarei feliz. Com esses pensamentos, comprou uma linda gaiola e ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, prendeu-o na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz. Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro. Ah! Menina... O que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias... Sem a saudade, o amor irá embora... A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas se transformaram num cinza triste. E veio o silêncio. Também a menina entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais aguentou. Abriu a porta da gaiola. Pode ir, pássaro, volte quando quiser.... Obrigado, menina. Eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. E o pássaro partiu. Voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia... Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo... E colocava flores nos vasos à espera do seu amigo... Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque, em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar, ele haveria de voltar. À noite, a menina ia para a cama com saudades, mas também com as esperanças do reencontro renovadas. Ah! Mundo maravilhoso que guarda, em algum lugar secreto do Universo, em plena liberdade, o pássaro encantado que se ama... E que um dia, com certeza, vai voltar... https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=751&let=M&stat=0&ut m_source "Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... " Identifique a alternativa que indica CORRETAMENTE o significado da expressão "aquele não era o pássaro que ela amava".
Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: PsicopedagogoConcurso: Prefeitura de Riacho das Almas - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. A origem do Sol Essa história vem da região amazônica. Ela conta que o Sol, esse que brilha no céu, já foi um rapaz forte e muito bonito. Aconteceu assim... Há muitos e muitos anos, houve uma festa na aldeia onde um lindo rapaz morava, a "festa da moça nova", um ritual que celebra a passagem das meninas indígenas de crianças a "moças" ou "jovens mulheres". Era dia de música, dança, bebida e comida à vontade. E todos, é claro, caprichariam nas pinturas do corpo com a tinta vermelha a base de urucum, fruto do urucuzeiro. Pois bem, o belo rapaz quis ajudar sua tia no preparo da tinta. Entrou na mata, trouxe madeira vermelha de muirapiranga, cortou a lenha e acendeu o fogo, no qual a velha senhora pôs a ferver o urucum para que todos pudessem se pintar. Mas a tia do moço não era uma pessoa muito feliz. Era maldosa e ranzinza. O rapaz se dedicava à tarefa de buscar mais e mais lenha para o fogo e, mesmo assim, ela não parava de reclamar. Admirado com o caldo vermelho borbulhando, ele perguntou à tia se poderia provar da tinta. A mulher impaciente disse que sim. Insistiu para ele beber uma grande quantidade, garantindo que o gosto era bom e que não lhe faria mal. No fundo, porém, ela queria que ele passasse mal, fosse embora logo e a deixasse sozinha. O rapaz bebeu e, conforme engolia a tinta quente, ia ficando vermelho, cada vez mais vermelho, extremamente vermelho, até que ficou em chamas! A tia, espantada, viu o sobrinho virar uma bola de fogo, subir ao céu e sumir entre as nuvens. E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo. https://chc.org.br/artigo/a-origem-do-sol/ "E foi assim que um jovem indígena se tornou o Sol, que aquece e ilumina o mundo todo." Analise as afirmativas sobre o texto "A origem do Sol". I. O texto apresenta uma explicação de origem mítica para o Sol, típica das tradições indígenas, em que fenômenos naturais são explicados por meio de histórias humanas e sobrenaturais. II. Os personagens do texto são retratados como pessoas prestativas e carinhosas, mostrando uma boa relação familiar. III. No texto observa-se traição dentro das relações familiares. É CORRETO o que se afirma em: