Prova para
UPENET/IAUPE — 2025
UPENET/IAUPE - 2025 - SES-PE - Residência Médica - Pediatria
- Concurso:
- SES-PE
- Banca:
- UPENET/IAUPE
- Cargo:
- Residência Médica - Pediatria
Questões da prova
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
João, 4 anos, vem apresentando comportamento disfuncional na escola, fazendo com que ele bata e morda seus colegas de classe. A professora não foi capaz de identificar estressores claros, mas afirma que a criança apresenta baixo limiar de frustração. Esse comportamento não havia sido descrito anteriormente. A família foi chamada a comparecer à escola, tendo a avó paterna informado que os pais haviam se divorciado há 7 meses e, desde então, a genitora encontra-se sem paradeiro definido, e o genitor vem há 5 meses vivenciando alcoolismo, tendo perdido, inclusive, o emprego. A professora tenta dar algumas orientações, bem como o apoio do pediatra da criança. Três meses após a conversa, a avó, que havia assumido o cuidado, faleceu, e a criança ficou até os 8 anos vivendo de favor na casa de diversos parentes. Qual a possível consequência da situação vivida por esta criança?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Pedro de 18 meses vem para consulta de pediatria. Genitora refere que é a cuidadora exclusiva da criança e mora com os pais, sendo seu pai acamado. A criança permanece no “cercadinho” assistindo desenhos educativos enquanto a genitora cuida dos pais e da casa. Ela nega queixas no momento da consulta. Durante a avaliação, a criança apresentava tônus adequado, andava com apoio, não verbalizou (e a genitora confirmou que em casa ela balbuciava e gritava pedindo objetos), apresentava contato visual rápido e não sustentado. Exame físico sem outras alterações, sem fáscies típicas. Peso, estatura e perímetro cefálico adequados para idade e sexo. Aplicado MCHAT, sendo sugestivo de transtorno do espectro autista. Diante da sua suspeita diagnóstica, qual sua conduta imediata?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Barbara de 8 anos, em acampamento com familiares, brincava e, ao correr, tropeçou e caiu perto da fogueira. A criança apresentou lesões eritematosas e com flictenas cobrindo todo o braço direito e metade da coxa e perna direitas, além de discreta lesão em tronco. Após avaliação da criança, com classificação do grau de queimadura e extensão, a orientação inicial do plantonista está indicada na alternativa
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Rhaissa de 6 anos é avaliada em consulta de pediatria, sendo identificada telarca com Tanner M2P1 à direita e M1P1 à esquerda. Genitora e criança negavam queixas. Esta apresentava crescimento e desenvolvimento compatíveis com idade e sexo, bem como velocidade de crescimento normal. Não foram observados sinais clínicos de virilização, sendo ausentes os pelos pubianos e axilares. Foi solicitada radiografia de mãos e punhos, confirmando compatibilidade entre idade óssea e idade cronológica. Qual a sua orientação diante do caso?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Felipe de 9 anos em uso de corticoide inalado em baixa dose, na consulta com o pediatra geral, relata que, no último mês, apresentou dificuldade para dormir e precisou interromper sua participação no campeonato de futebol da escola. Tem levado o salbutamol inalatório para a escola e usou quase diariamente, embora mantenha a função pulmonar normal. Não precisou procurar atendimento médico em nenhum momento. O exame físico da criança era normal no momento da consulta. Qual sua orientação à família, além de reforçar o controle ambiental?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Lactente de 10 meses vem para consulta de rotina. Genitores negavam queixas, e o seguimento do paciente vinha de forma adequada, com bom desenvolvimento e crescimento. Ao exame físico, bom estado geral, corado, RCR 2T BNF sem sopros, murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, abdome semigloboso sem visceromegalias, genitália feminina, fontanela anterior patente e normotensa. A criança andava com apoio, batia palmas e interagia bem com a equipe. Peso e estatura adequados e perímetro cefálico 41 cm. Como classificar o desenvolvimento da criança?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Gestante de 30 anos, idade gestacional 41semanas e 4 dias, entra em trabalho de parto mantendo bolsa amniótica íntegra. À chegada ao hospital, estava com 5 cm de dilatação e foi progredindo de forma adequada. No período expulsivo, a gestante iniciou quadro de fadiga e dificuldade de prosseguir com parto vaginal; no entanto, como paciente na posição +3 de DeLee, a equipe forneceu mel à paciente e incentivou a manutenção da via de parto. Em pouco tempo, houve presença de líquido tinto de mecônio e bradicardia fetal. A equipe conseguiu retirada do concepto após segunda tentativa de uso de vácuo extrator. A criança nasceu deprimida com líquido amniótico meconial. Realizadas as medidas assistenciais, a criança manteve padrão de desconforto respiratório, sendo direcionada à UTI. De acordo com sua hipótese diagnóstica e sua fisiopatologia, o que justificaria a hipertensão pulmonar que pode se manifestar como complicação?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Escolar de 7 anos vem encaminhado para serviço de urgência, transferido de cidade de origem, no Agreste pernambucano, devido a quadro de esplenomegalia associada à pancitopenia. A criança esteve doente por 16 dias, com febre diária e hiporexia e há 2 dias o paciente reiniciou quadro de febre e astenia, com presença de alguns episódios de gengivorragia. Ao ser atendido em serviço de urgência pediátrica em Recife, foi observado que o paciente apresentava palidez cutâneo mucosa, sem queda do estado geral, com RCR 2T sopro holossitólico 3+/6+, murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, com taquipneia leve, abdome globoso com hepatomegalia a 2 centímetros do RCD e esplenomegalia a 4 cm RCE. Realizados exames iniciais que evidenciaram Hb 7,1 leucometria 2300, com células habituais no esfregaço periférico e, em exame medular, plaquetas 70 mil. Realizados exames específicos que confirmaram a hipótese diagnóstica, sendo começado tratamento com boa resposta. Baseado no mais provável diagnóstico, qual seria um critério de cura durante o tratamento?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Homero, de 6 anos, masculino, portador de anemia falciforme, é internado com quadro de pneumonia, sendo iniciado tratamento com ceftriaxone via acesso venoso central. Paciente apresentou melhora inicial, mas, no quarto dia de antibioticoterapia, ele evoluiu com febre e calafrios. Durante a infusão do antibiótico, o paciente apresentou piora súbita, com sudorese, taquicardia e discreta queda da pressão arterial, sendo necessária a realização de expansão volêmica, o uso de adrenalina e a ampliação do esquema antimicrobiano. Durante o internamento, cresceu uma bactéria gram positiva coagulase negativa, com crescimento em 2 horas, na hemocultura coletada durante a febre. O paciente evoluiu com melhora clínica após a mudança do esquema antibiótico e recebeu alta em boas condições clínicas. Diante do evento, qual o provável agente etiológico?
Ano: 2025Banca: UPENET/IAUPECargo: Residência Médica - PediatriaConcurso: SES-PE
Recém-nascido de 15 dias de vida dá entrada em serviço de pronto atendimento com quadro de febre alta (média 39°C), choro forte e irritabilidade há 1 dia. Foi internado e solicitado rastreio infeccioso, com coleta de líquor, já que o paciente não apresenta sintomas localizatórios da febre, com exame físico sem sinais de alarme. Apresentou hemograma apenas com linfopenia e demais exames normais. No terceiro dia de doença, mantinha choro frequente e irritabilidade, evoluindo com exantema petequial e vesicobolhoso com descamação da pele. Foi paulatinamente evoluindo com melhora da febre e das lesões de pele, porém alterações residuais em áreas de bolhas. Diante do diagnóstico diferencial do quadro, qual hipótese de doença infectocontagiosa seria pertinente ao caso?