Prova para
UPENET/IAUPE — 2026
UPENET/IAUPE - 2026 - Prefeitura de Petrolina - PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - Geografia
- Concurso:
- Prefeitura de Petrolina
- Banca:
- UPENET/IAUPE
- Cargo:
- PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - Geografia
Questões da prova
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
A evolução dos antigos engenhos para as modernas usinas no Nordeste não alterou a essência da concentração fundiária. Ao contrário, intensificou-a ao absorver as terras de pequenos lavradores. Essa estrutura, enraizada no sistema de sesmarias, consolidou relações de trabalho opressivas, como o cambão – trabalhadores que viviam na terra do patrão e, em troca de um pequeno lote para subsistência, eram obrigados a trabalhar de graça ou por salários ínfimos – e uma massa de trabalhadores proletarizados. Sem acesso à terra e submetidos a condições precárias, muitos trabalhadores são compelidos à migração, transferindo a pobreza do campo para a periferia das cidades. ANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. São Paulo: 2011. (Adaptado)A análise da organização do espaço agrário é fundamental para compreender a configuração socioespacial das cidades brasileiras. Considerando a relação entre a concentração fundiária e a precarização do trabalho no campo, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE as consequências desse modelo.
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
Leia o trecho abaixo:A paisagem existe através de suas formas, criadas em momentos históricos diferentes, porém coexistindo no momento atual. No espaço, as formas de que se compõe a paisagem preenchem, no momento atual, uma função atual, como resposta às necessidades atuais da sociedade. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção A partir do fragmento, assinale a afirmação CORRETA sobre a distinção entre paisagem e espaço.
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
No planejamento de uma sequência didática sobre alfabetização cartográfica, um professor seleciona três recortes espaciais distintos para serem representados em folhas de papel de tamanho idêntico (formato A4 - 21 cm x 30 cm), de modo que cada mapa ocupe a área total da página:I. Mapa da América do Sul.II. Mapa do Brasil.III. Mapa da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride) Petrolina - Juazeiro.Considerando a relação entre a dimensão da folha de papel (fixa), a área real representada e a escala resultante, assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
Leia o trecho abaixo:“O pseudoxeromorfismo da vegetação do Cerrado é caracterizado por uma aparência xeromórfica 'falsa' em muitas de suas espécies lenhosas. Embora as plantas apresentem características morfológicas que sugerem uma adaptação à escassez severa de água — como troncos de casca grossa e folhas coriáceas —, essas feições resultam, na verdade, de um escleromorfismo oligotrófico”AB’Saber, Aziz. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas – São Paulo: 2003. Considerando a análise de Aziz Ab'Saber sobre o Domínio dos Cerrados, o conceito de 'pseudoxeromorfismo' é fundamental para se compreender a relação entre a fisionomia vegetal e o suporte ecológico da região. Sobre esse fenômeno e as condições ambientais que o sustentam, assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
Apesar da disseminação dos mapas pela mídia e pela internet, esse material, na escola, precisa ser utilizado no desenvolvimento de um raciocínio geográfico e geopolítico. [...] As cartas mentais são instrumentos eficazes para compreender valores que os indivíduos atribuem aos diferentes lugares. O espaço vivido, o itinerário e o lugar de trabalho formam os componentes principais do espaço vivido.Pontuschka et al. Para ensinar a aprender Geografia. São Paulo: 2007.No Ensino Fundamental II, a unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial" perpassa todos os anos letivos, propondo desde o uso de anamorfoses até a interpretação de imagens orbitais. À luz da BNCC e das orientações didático-pedagógicas contemporâneas, a utilização da linguagem cartográfica em sala de aula deve
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Leia os textos de apoio. Texto 1Contudo, mais destrutiva do que essa ação direta da cana sobre o solo é a sua ação indireta, através do sistema de exploração da terra que a economia açucareira impõe: exploração monocultora e latifundiária. [...] Hoje se sabe que a perda da fertilidade é um fator importante no mecanismo de erosão, e a cana esgota rapidamente a fertilidade dos solos, alterando sua estrutura.CASTRO, Josué. Geografia da Fome – o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: 1984. (Adaptado)Texto 2De acordo com o Atlas do Espaço Rural Brasileiro (IBGE), os estabelecimentos com menos de 50 hectares representam 81,4% do total de propriedades, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, grandes latifúndios (acima de 2.500 hectares) representam apenas 0,3% do total de propriedades, mas açambarcam 32,8% da área produtiva do país, sendo a pequena e média propriedade (até 500 ha) a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno com produtos de subsistência (arroz, feijão e mandioca).IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do espaço rural brasileiro. Rio de Janeiro: 2020.A análise comparativa entre a denúncia histórica de Josué de Castro e os dados estatísticos recentes do IBGE permite identificar uma permanência estrutural na organização do espaço agrário brasileiro. Sob a perspectiva da análise multiescalar e socioespacial, é CORRETO afirmar que a manutenção da "Geografia da Fome" no Brasil contemporâneo se explica porque
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
Leia os textos de apoio:Texto 1A conceituação de território em nosso contexto vai muito além da clássica associação à escala e/ou à lógica estatal e se expande, transitando por diversas escalas, mas com um eixo na questão da defesa da própria vida, da existência ou de uma ontologia terrena/territorial, vinculada à herança de um modelo capitalista extrativista moderno-colonial de devastação e genocídio que, até hoje, coloca em xeque a existência de grupos subalternos, habitantes de periferias urbanas (especialmente descendentes de negros e indígenas) e, de modo culturalmente mais amplo, os povos originários em seus espaços de vida.HAESBAERT, Rogério. Território e descolonialidade: sobre o giro (multi)territorial/de(s)colonial na “América Latina”. Niterói: 2021.A análise da distribuição espacial e da situação jurídica das terras quilombolas no Brasil revela tensões estruturais na organização do território. Considerando as características dessas territorialidades e sua relação com o espaço rural, assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2026Banca: UPENET/IAUPECargo: PE - Professor de Anos Finais do Ensino Fundamental - GeografiaConcurso: Prefeitura de Petrolina
Leia o texto abaixo e depois responda à questão: “A problemática das relações entre escola e cultura é inerente a todo processo educativo. Não há educação que não esteja imersa na cultura da humanidade e, particularmente, do momento histórico em que se situa. A reflexão sobre esta temática é co-extensiva ao próprio desenvolvimento do pensamento pedagógico. Não se pode conceber uma experiência pedagógica "desculturizada", em que a referência cultural não esteja presente. A escola é, sem dúvida, uma instituição cultural. Portanto, as relações entre escola e cultura não podem ser concebidas como entre dois pólos independentes, mas sim como universos entrelaçados, como uma teia tecida no cotidiano e com fios e nós profundamente articulados. Se partimos dessas afirmações, se aceitamos a íntima associação entre escola e cultura, se vemos suas relações como intrinsecamente constitutivas do universo educacional, cabe indagar por que hoje essa constatação parece se revestir de novidade, sendo mesmo vista por vários autores como especialmente desafiadora para as práticas educativas.”Fonte: Moreira, A. F. B., & Candau, V. M.. (2003). Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos. Revista Brasileira De Educação, (23), 156–168. https://doi.org/10.1590/S1413-24782003000200012A partir da leitura do texto, avalie as afirmações a seguir: I. A educação não formal é caracterizada por ter intencionalidade e sistematização, ocorrendo em espaços como ONGs, museus e movimentos sociais, com foco em temas específicos e de interesse dos participantes. II. A educação informal é assistemática e difusa, constituindo-se nas interações cotidianas, sendo a família e os grupos de convívio primário seus principais agentes de transmissão de valores e cultura. III. A educação formal, dada sua natureza institucional e sua autonomia em relação às experiências cotidianas, deve atuar como o principal instrumento de correção das culturas juvenis e populares transmitidas nos ambientes informais.É CORRETO o que se afirma em
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Com texto de apoio
Releia o trecho abaixo: "A escola gira e gira em um mundo irreal e sem importância, de conhecimentos mortos, em que o saber... é concebido como acúmulo de dados desconexos, datas, conceitos, fórmulas, números… recital de um rito sem sentido." Para que a escola possa aproximar-se da vida, como sugere o autor, é necessário que o professor realize a transformação do conhecimento científico e cultural, denominado de "Saber Sábio", em conteúdo a ser ensinado nas escolas, o "Saber Ensinado". No campo da Didática, o nome que se atribui a essa etapa de recontextualização e adaptação do saber para o ensino é
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Com texto de apoio
A necessária articulação entre teoria e prática torna-se evidente ao confrontarmos a crítica de Perez Esclarín (1998), ao questionar “para que serve sua nova e luxuosa escola, se continua longe da vida?”, com a definição de Libâneo (2013). Nesse contexto, segundo o autor, compete à Didática “converter os objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino; selecionar e organizar os conteúdos curriculares” (p.25).Para superar tal distanciamento e efetivar a Didática como mediadora entre a escola e a realidade social, o docente deve