Ano: 2018Banca: CESPE / CEBRASPECargo: Professor - Letras/EspanholConcurso: IFF
Afinal, qual é a possibilidade de o que se compreende por literatura desde, pelo menos, o século XVIII, sobreviver como expressão cultural significativa e representativa nesse contexto caracterizado pela ubiquidade das mídias, pela transcodificação das linguagens em linguagem digital, pelas novas práticas de leitura que não mais se restringem à página impressa? Não é simples responder a esse questionamento, dada a complexidade do fenômeno literário, que não se limita a injunções de ordem estética, mas que envolve uma intricada rede de outros elementos que se articulam entre si: a produção (escrita, edição e publicação), a leitura, a circulação. O desafio é, então, compreender esse feixe complexo de elementos em um contexto em que escrever e publicar, ler e legitimar um texto como literário se faz no interior da ubiquidade das mídias, a partir da linguagem digital, em suportes de leitura eletrônicos.Rejane Cristina Rocha Estudos de literatura brasileira contemporânea n º 47, jan /jun 2016, p 11-7 (com adaptações) Acerca da relação entre a estética literária e as mídias digitais conforme a abordagem do texto apresentado, é correto afirmar que