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129 questões encontradas
Ano: 2026Banca: AOCPCargo: Oficial de ServiçoConcurso: CESAMA
Texto associado: "Transbordando memórias (Maria Luiza Glovacki) Cercando a cidade há um rio. Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo. Um rio que pode continuar sereno e calmo mas também em confusão, destruindo casas, rotinas, e, em alguns casos mais graves, a vida. O rio enche, e enchendo, leva tudo. Enchendo, entra nas casas e força pessoas a saírem. O rio subiu. Encheu tanto que transbordou. Tanto que me tirou da minha infância, das brincadeiras, memórias e da dor de sair toda vez que o rio enche. E, dessa vez, o rio encheu e eu não volto mais. Não volto mais. Tudo muda. Não mais sentirei a espuma velha daquele sofá confortável onde tomava chocolate quente quando fazia frio, não irei sentir o cheiro daquele jardim florido em que minhas cachorras insistiam em cavar buracos, ou até mesmo não ouvirei as pessoas andando de madrugada nas ruas em minhas noites mal dormidas, ou o gosto do suco dos morangos lá plantados. Nada disso eu consegui segurar. Nada disso o rio me deixou segurar. Tudo mudou. E eu não volto mais, porque o rio, entre todas as coisas que podiam transbordar, transbordou. E ele decidiu que sair daquele lar foi preciso. Inevitavelmente, hora ou outra sairia, sonho de gerações ao deixar isso para trás. Mas o rio decide. E decidiu que a escolha deveria ser tomada agora. Esse rio transbordado me tirou de muitas coisas. Tudo desapareceu como uma onda inundando meu ser, fluindo minha vida como uma pequena nascente, na poesia ardente que é viver. Pois agora não mais voltarei. Não mais terei que passar pelo sofrimento do rio transbordado. O rio transbordou. E eu também transbordei." Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem presente no seguinte trecho: "Um rio que pode ser pacífico mas também agressivo.".
Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Professor de Língua PortuguesaConcurso: Prefeitura de Pão de Açúcar - AL
A análise estilística reconhece que determinadas construções linguísticas produzem efeitos expressivos ao deslocar sentidos, intensificar ideias ou estabelecer associações implícitas. Tais recursos não configuram meros desvios arbitrários, mas estratégias discursivas que ampliam o potencial significativo do enunciado em contextos específicos (CUNHA; CINTRA, 2021). Considerando a classificação das figuras de linguagem e seus efeitos de sentido, assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2026Banca: IGEDUCCargo: Psicopedagogo EducacionalConcurso: Prefeitura de Pão de Açúcar - AL
Segundo Bechara, no decorrer de sua história, nem sempre a palavra preserva seu significado etimológico, isto é, originário. Por motivos variados, ela ultrapassa os limites de sua esfera semântica primitiva e passa a assumir diferentes valores, surgindo assim as figuras de linguagem. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir sobre as figuras de linguagem e identifique a alternativa INCORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Médico VeterinárioConcurso: CRBio - 5ª Região
Seguindo o coelho branco e redescobrindo Monteiro Lobato: o petróleo é nosso e o urânio também Era uma manhã chuvosa em São Paulo. Entediado, lia a biografia de Soros enquanto esperava a chuva passar para levar um terno à lavanderia. Ao entrar na lavanderia, encontrei um "coelho branco", um funcionário público que mencionou a biblioteca. Curioso, pedi para acompanhá-lo. A caminhada foi curta e logo estávamos na Biblioteca Monteiro Lobato. Lá, vi parte do acervo doado pela família de Lobato, incluindo roupas, mobílias e objetos pessoais. Circulando pela biblioteca, deparei-me com a biografia de Lobato em painéis. Fui interrompido por outro "coelho branco" enquanto refletia sobre "O Escândalo do Petróleo" e a perseguição que Lobato sofreu. Segui o "coelho branco" até um auditório onde um concerto estava prestes a começar. Sentei-me na primeira fila, apreciando a música enquanto pensava sobre a venda de uma jazida de urânio para a China. A vida é moldada por estímulos externos e internos, nossos "coelhos brancos". Como Alice, às vezes precisamos dar bons conselhos a nós mesmos. Podemos chegar a essas conclusões lendo clássicos ou prestando atenção na vida cotidiana. O ideal é combinar as duas fontes de leitura. Aldir Guedes Soriano - Texto Adaptado https://www.imparcial.com.br/noticias/seguindo-o-coelho-branco-e-rede scobrindo-monteiro-lobato-o-petroleo-e-nosso-e-o-uranio-tambem,7009 7 No trecho "A vida é moldada por estímulos externos e internos, nossos 'coelhos brancos'", o autor utiliza uma figura de linguagem para expressar uma ideia abstrata. Qual é essa figura de linguagem e qual seu efeito no texto?
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar de Serviços GeraisConcurso: Prefeitura de Calumbi - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,A fila do mineiroUm comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país. Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar. A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina. Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício. É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências. É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento. Fabrício Carpinejar https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro Com base no texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, analise o uso estilístico da linguagem na seguinte frase: "Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha." Qual recurso estilístico predomina nessa frase e qual é seu efeito no texto?
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: ArquivistaConcurso: Prefeitura de Calumbi - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão,A fila do mineiroUm comportamento é digno de atenção aqui. Mineiro não forma fila. Ele faz um semicírculo. Um paredão que avança lentamente, ocupando a extensão inteira da calçada. Jamais vi uma fila indiana em Minas, um atrás do outro, como no padrão internacional.O conjunto irradia espontaneamente para os cantos e laterais. Não se dispõe de maneira uniformizada, em linha reta, como acontece nos demais Estados do país. Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens. É uma fila livre da fila. Todos sabem quando é a sua vez, não há desrespeito ao espaço alheio, à preferência do antecessor.De modo nenhum, esse movimento de se espalhar é um jeito criativo de furar fila. Existe em cada um a consciência do momento em que se chegou ali e a fixação mental de seu lugar. A fila se distribui horizontalmente em qualquer ambiente. Pode ser numa unidade de saúde, numa entrevista de emprego, numa balada, na entrada de um restaurante, para realizar algum concurso, para ingressar na escola, para colher autógrafos de um autor, para entrar num estádio ou teatro.Todo mineiro dá um passo à frente antes da hora, transgredindo a delimitação prévia. Pensei primeiramente que era um recurso para ampliar o campo de visão e espiar o quanto faltava para o final. Até que reparei que tem mais a ver com o afeto: ele reencontra amigos e colegas na fila e puxa assunto lado a lado. Arruma um grupo. Arruma uma panelinha. Arruma um bando. Arruma um clube da esquina. Tanto que é o único povo no Brasil que conversa no elevador. Fila, então, é sua chance de começar um comício. É impressionante a sua capacidade de criar raízes nas casualidades. Mesmo quando não conhece ninguém, resgata algum parentesco ou afinidade perguntando onde a pessoa mora, onde nasceu, onde estudou, com o que trabalha. O sobrenome desperta uma família que desemboca num laço remoto, ou uma cidade lembra um parente que resulta numa observação espirituosa, e se estabelece a magia. O mineiro vai questionando exaustivamente, rodeando, numa investigação da intimidade sem precedentes. Sempre acaba achando um ponto em cruz para tricotar coincidências, para firmar convergências. É o que batizo de "visita de rua". Mineiro não realiza visitas unicamente em casa, mas também efetua abordagens no meio de seu trajeto, pescando colóquios e audiências.Assim o tempo passa mais rapidamente, o desconforto se transforma em prazer, e nem parece que você estava aguardando algo. Fica, inclusive, com o gosto amargo de ter que se despedir das amizades. É comum se mostrar contrariado ao ser chamado para o guichê ou balcão. Só em Minas, a fila é melhor do que o atendimento. Fabrício Carpinejar https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/9/27/a-fila-do-mineiro Com base no texto "A fila do mineiro", de Fabrício Carpinejar, identifique a figura de linguagem presente na frase a seguir e assinale a alternativa correta: "Rompe-se com aquele sentimento de rebanho, conduzido pelo vaqueiro em fileira devido às trilhas estreitas e obstáculos das pastagens."
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: TratoristaConcurso: Prefeitura de Itapissuma - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Viajar com casal de amigosEu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo. Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios. Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara. Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos No texto "Viajar com casal de amigos", de Fabrício Carpinejar, diversas figuras de linguagem são empregadas para intensificar o tom humorístico e reflexivo do autor. Considerando os recursos estilísticos utilizados, assinale a alternativa que identifica corretamente a figura de linguagem presente na seguinte passagem: "Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem."
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: FisioterapeutaConcurso: Prefeitura de Cupira - PE
Eu estou − apesar de tudo oh apesar de tudo − estou sendo alegre neste instante já que passa se eu não o fixar com palavras. Estou sendo alegre neste mesmo instante porque me recuso a ser vencida: então eu amo. Como resposta. Amor impessoal, amor it, é alegria: mesmo o amor que não dá certo, mesmo o amor que termina. E a minha própria morte e a dos que amamos tem que ser alegre, não sei ainda como, mas tem que ser. Viver é isto: a alegria do it. Viver é sentir sempre aquele friozinho na barriga. E conformar-se não como vencida, mas num allegro com brio.Texto Adaptado LISPECTOR, Clarice. Água viva. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1973, p. No texto em referência temos uma figura de linguagem denominada "Anáfora", que ocorre quando há repetição de uma mesma palavra ou expressão no início de versos, orações ou frases consecutivas.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Guarda Civil MunicipalConcurso: Prefeitura de Cupira - PE
A tragédia, entendida como a frustração inevitável e a destruição da vontade individual, vem a ser compreendida também como a alegria suprema da vida, tanto para o herói que morre, como para a audiência que a assiste [...] A "alegria trágica", como Nietzsche a caracteriza, marca a satisfação ou do desejo da morte ou da vontade de viver mais intensamente em face à morte − ou ambos.POTKAY, Adam. A história da alegria: da Bíblia ao Renascimento tardio. São Paulo: Globo, 2010, p. 288. No trecho "A tragédia, entendida como a frustração inevitável e a destruição da vontade individual, vem a ser compreendida também como a alegria suprema da vida", a figura de linguagem predominante é a metáfora, devido à maneira como o conceito de tragédia é relacionado com a alegria.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor Especialista em Lingua Portuguesa (Integral)Concurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item subsequente. As elipses são recursos gramaticais empregados com o intuito de acrescentar informações adicionais e tornar o texto mais elaborado, especialmente em contextos formais da língua portuguesa.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor Especialista em Língua Inglesa (Integral)Concurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item que se segue. A metonímia é uma figura de linguagem que opera por meio da substituição de um termo por outro termo intimamente relacionado, geralmente por proximidade de significado ou associação contextual, contribuindo para a expressividade e a economia linguística nos textos.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor Especialista em Língua Inglesa (Integral)Concurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item que se segue. As metáforas são figuras de linguagem que estabelecem uma relação simbólica entre dois termos, atribuindo características de um objeto ou ideia a outro de maneira não literal, ampliando a expressividade e a profundidade semântica dos textos por meio de associações evocativas e sugestivas.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor II: Língua InglesaConcurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item que se segue. Na oração "o vento sussurra nas folhas" temos um exemplo de personificação, que em língua portuguesa consiste na atribuição de características humanas a objetos inanimados, animais ou fenômenos naturais, criando uma identidade antropomórfica que enriquece a narrativa com elementos ficcionais.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor II: Língua PortuguesaConcurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item que se segue. Faria isso mil vezes se fosse preciso. Essa oração é um exemplo de hipérbole, que é uma figura de linguagem a qual recorre à amplificação exagerada de uma ideia ou característica, extrapolando os limites da realidade para enfatizar de forma dramática e emocional um aspecto específico, contribuindo para a expressividade e a intensidade dos textos.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor II: Língua PortuguesaConcurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item que se segue. O oxímoro em língua portuguesa consiste na fusão de palavras de significados aparentemente opostos ou inconciliáveis, buscando criar uma expressão paradoxal que desperta interesse e reflexão.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor II: GeografiaConcurso: Prefeitura de Garanhuns - PE
Julgue o item a seguir. As elipses são recursos gramaticais empregados com o intuito de acrescentar informações adicionais e tornar o texto mais elaborado, especialmente em contextos formais da língua portuguesa.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: PsicólogoConcurso: Prefeitura de Afogados da Ingazeira - PE
Acesso em: https://tinyurl.com/7uvb22be A linguagem do texto é metafórica e evocativa, utilizando imagens como "trilhas rasteiras" e "lenha para o inferno" para transmitir o impacto negativo do desejo. O estilo é contemplativo e crítico, incentivando o leitor a refletir sobre a natureza do desejo e suas implicações para a felicidade e o sofrimento.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Professor EF - PortuguêsConcurso: Prefeitura de Ibirajuba - PE
Meias facilitam o sono Minha esposa é fetichista de meias. São seus esquis de pano pela casa. Ela não abdica de um bom par felpudo para adormecer. E não é que ela tem razão? Não posso mais reclamar das suas peças encardidas. Pesquisas de neurociência indicam que dormir de meias facilita o sono. Nosso organismo está mais quente durante a tarde, especialmente entre 16h e 20h, nos períodos de hiperatividade. A partir do anoitecer e do desacelerar das atividades profissionais, seguindo os ponteiros do nosso relógio biológico, nossa temperatura começa a cair e passamos a experimentar dormência, a bocejar, a pedir uma pausa. Nesse instante, as meias ajudam o esfriamento equilibrado do corpo. Proteger as extremidades nos deixa anestesiados das preocupações e eleva o nosso bem-estar. Pés aquecidos são amigos da paz e da tranquilidade. São aliados do relaxamento. Além da proteção térmica, é um conforto emocional equivalente a uma xícara de chá quente, ou um copo de leite morno, ou roupas de cama lavadas. O que explica por que Beatriz é uma pedra ao meu lado, uma pedra sonhando oceanos. Não acorda por nada, nem pelo meu ronco − aquelas meias também devem funcionar como protetores auditivos. Eu não sou adepto das meias na cama. Não suporto a ideia de ter meus pés presos. Um simples tecido aperta a minha circulação como grilhões na hora de me encontrar com Morfeu. Durante o dia, não tenho problema nenhum. Sou bem gaúcho, combino as meias com os chinelos. Meu trauma é no momento de me deitar. Acho que, para contrabalançar, vou dormir de luvas. Assim também corrijo o defeito da intimidade dos dedos absolutamente gelados. Sempre que tento fazer um carinho de boa-noite nas suas costas, minha esposa diz: — Parece morto. Aqueça suas mãos antes. Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado Acesso em: https://tinyurl.com/yu4ekz8f Embora reconheça o benefício das meias, o autor o contrapõe à sua experiência pessoal. Ele admite que não gosta de usar meias para dormir, descrevendo-as de forma exagerada como "grilhões" que prendem seus pés. Essa hipérbole serve para enfatizar seu desconforto e adicionar uma camada de humor.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: PorteiroConcurso: Prefeitura de Salgueiro - PE
Julgue o item subsequente. A aliteração é uma figura de som que envolve a repetição intencional de sons consonantais no início ou ao longo de palavras próximas, utilizada para conferir ritmo e harmonia ao texto, além de enfatizar o significado ou criar uma atmosfera específica. Por exemplo, no verso "Vozes veladas, veludosas vozes," de Cruz e Sousa, a repetição do som /v/ contribui para criar uma sensação de suavidade e mistério.
Ano: 2024Banca: IGEDUCCargo: Analista ContábilConcurso: Prefeitura de Salgueiro - PE
Julgue o item subsequente. A expressão "o autor de Hamlet" é um exemplo de perífrase, que identifica William Shakespeare por uma de suas obras mais renomadas, em vez de usar seu nome diretamente.