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Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de SaúdeConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
O que comer para regular a glicose A glicose é o principal combustível do organismo e fornece energia para os movimentos, o pensamento e os batimentos do coração. Quando seu nível no sangue não está adequado, podem surgir graves problemas de saúde. O diabetes é uma doença metabólica crônica caracterizada pelo excesso de glicose, que, ao longo do tempo, provoca danos ao coração, aos vasos sanguíneos, aos olhos, aos rins e aos nervos. O tipo mais comum é o diabetes tipo 2, associado à resistência ou à produção insuficiente de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pelo controle do açúcar no sangue. Estima-se que sessenta e dois milhões de pessoas vivam com diabetes tipo 2 no continente americano, número que triplicou desde 1980 e pode chegar a cento e nove milhões em 2040. A doença cresce mais rapidamente em países de renda média e baixa. Para manter a glicose regulada, é fundamental evitar tanto níveis muito altos quanto muito baixos. Em jejum, a glicose deve permanecer em torno de cem miligramas por decilitro; após as refeições, não deve ultrapassar cento e quarenta. Segundo orientações de especialistas, existe um padrão de alimentação saudável baseado em três pontos: consumir frutas e verduras, eliminar alimentos concentrados em açúcar e reduzir gorduras saturadas, substituindo-as por gorduras monoinsaturadas. Alimentos ricos em fibras, como o farelo de trigo, ajudam na regulação da glicose, assim como a ingestão adequada de líquidos. As verduras podem ser consumidas em abundância, mas as frutas devem ser ingeridas com moderação. A recomendação mais comum é variar entre duas ou três porções diárias de frutas e verduras. É importante diversificar as cores dos vegetais para garantir a oferta de vitaminas e minerais. Algumas frutas, como a banana, possuem mais açúcar do que outras, como a tangerina. Além disso, o açúcar adicionado ao café e às bebidas deve ser evitado, sendo substituído por adoçantes, embora os não calóricos possam prejudicar a flora intestinal. Os sucos e refrigerantes também elevam rapidamente a glicose. Um exemplo citado é que, embora o morango pareça mais doce, a batata possui mais açúcar em quantidade. O consumo do alimento inteiro evita picos rápidos de glicose. Hábitos como mastigar bem, comer sentado e respeitar os horários das refeições também contribuem para o controle do açúcar no sangue. Quanto às gorduras, deve-se reduzir as saturadas, presentes principalmente na gordura animal, e aumentar as monoinsaturadas, como o azeite de oliva. Cerca de vinte mililitros de azeite por dia representam uma quantidade adequada. Para pessoas com diabetes, a orientação é consumir mais frutas, legumes e verduras, evitar açúcar concentrado, reduzir líquidos adoçados e optar por gorduras consideradas positivas. A prática de atividades físicas é indispensável. Caminhar ao menos sete mil passos por dia, nadar, pedalar ou patinar ajudam no controle da glicose. Permanecer muitas horas sentado é prejudicial à saúde. O consumo moderado de vinho pode beneficiar o sistema cardiovascular, desde que não haja acúmulo em um único dia. Por fim, o sono também exerce papel essencial na regulação da glicose. Dormir bem, aliado a uma alimentação equilibrada e à atividade física regular, contribui de forma decisiva para manter a glicose em níveis adequados. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr4dq0nxwe2o.adaptado. O texto apresenta a relação entre alimentação, atividade física, sono e o controle dos níveis de glicose no sangue. De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de SaúdeConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
A música acalma os animais? Quando a fotógrafa da BBC Serenity resgatou a cadela Margot, percebeu que ela sofria de ansiedade. Após tentativas frustradas com medicamentos e outras técnicas, ela descobriu que a música clássica e as canções instrumentais com pouca percussão ajudavam a acalmar a cadela, sobretudo quando ficava sozinha. Um treinador recomendou uma playlist composta por músicas lentas, principalmente de piano, desenvolvidas para reduzir o estresse em cães. Estudos realizados por seus criadores mostraram que mais de setenta por cento dos cães em canis e oitenta por cento dos que viviam em residências apresentaram diminuição de sinais de ansiedade após ouvirem esse tipo de música. Margot também passou a dormir tranquilamente ao som de compositores como Brahms e Beethoven. Pesquisas científicas confirmaram esses efeitos. Um estudo científico comparou música clássica, audiolivros e silêncio, concluindo que a música teve efeito calmante em situações de estresse intenso. As composições mais eficazes são lentas, simples e com pouca percussão, capazes de reduzir os níveis de cortisol nos cães. A pesquisadora Debora também observou melhorias no bem-estar de animais como elefantes e gorilas em zoológicos, com redução de comportamentos agressivos e repetitivos. Outros benefícios incluem melhora no sono, na alimentação e no sistema imunológico. Cães e gatos possuem audição mais sensível que a dos humanos, percebendo frequências muito mais altas. Em gatos, embora haja poucos estudos, uma pesquisa mostrou que a música clássica reduziu batimentos cardíacos e respiração durante procedimentos veterinários. Além da música clássica, outros estilos como reggae e rock suave também demonstraram efeito relaxante em cães. Já os audiolivros, embora parecessem promissores, mostraram pouco efeito calmante em estudos mais recentes. Apesar dos resultados positivos, a música não funciona da mesma forma para todos os animais, já que os estudos são de curta duração e feitos em ambientes específicos. Testar diferentes sons exige tentativas, mas, como ocorreu com Margot, a música adequada pode trazer benefícios importantes ao bem-estar dos animais. https://www.bbc.com/portuguese/articles/czj07wgndkwo.adaptado. O texto apresenta a experiência de uma cadela com ansiedade e os efeitos da música no comportamento dos animais, além de dados de pesquisas sobre esse tema. De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: ContadorConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
A música acalma os animais? Quando a fotógrafa da BBC Serenity resgatou a cadela Margot, percebeu que ela sofria de ansiedade. Após tentativas frustradas com medicamentos e outras técnicas, ela descobriu que a música clássica e as canções instrumentais com pouca percussão ajudavam a acalmar a cadela, sobretudo quando ficava sozinha. Um treinador recomendou uma playlist composta por músicas lentas, principalmente de piano, desenvolvidas para reduzir o estresse em cães. Estudos realizados por seus criadores mostraram que mais de setenta por cento dos cães em canis e oitenta por cento dos que viviam em residências apresentaram diminuição de sinais de ansiedade após ouvirem esse tipo de música. Margot também passou a dormir tranquilamente ao som de compositores como Brahms e Beethoven. Pesquisas científicas confirmaram esses efeitos. Um estudo científico comparou música clássica, audiolivros e silêncio, concluindo que a música teve efeito calmante em situações de estresse intenso. As composições mais eficazes são lentas, simples e com pouca percussão, capazes de reduzir os níveis de cortisol nos cães. A pesquisadora Debora também observou melhorias no bem-estar de animais como elefantes e gorilas em zoológicos, com redução de comportamentos agressivos e repetitivos. Outros benefícios incluem melhora no sono, na alimentação e no sistema imunológico. Cães e gatos possuem audição mais sensível que a dos humanos, percebendo frequências muito mais altas. Em gatos, embora haja poucos estudos, uma pesquisa mostrou que a música clássica reduziu batimentos cardíacos e respiração durante procedimentos veterinários. Além da música clássica, outros estilos como reggae e rock suave também demonstraram efeito relaxante em cães. Já os audiolivros, embora parecessem promissores, mostraram pouco efeito calmante em estudos mais recentes. Apesar dos resultados positivos, a música não funciona da mesma forma para todos os animais, já que os estudos são de curta duração e feitos em ambientes específicos. Testar diferentes sons exige tentativas, mas, como ocorreu com Margot, a música adequada pode trazer benefícios importantes ao bem-estar dos animais. https://www.bbc.com/portuguese/articles/czj07wgndkwo.adaptado. O texto apresenta informações sobre os efeitos da música em diferentes espécies de animais e sobre as reações observadas em estudos científicos. De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: ContadorConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
A música acalma os animais? Quando a fotógrafa da BBC Serenity resgatou a cadela Margot, percebeu que ela sofria de ansiedade. Após tentativas frustradas com medicamentos e outras técnicas, ela descobriu que a música clássica e as canções instrumentais com pouca percussão ajudavam a acalmar a cadela, sobretudo quando ficava sozinha. Um treinador recomendou uma playlist composta por músicas lentas, principalmente de piano, desenvolvidas para reduzir o estresse em cães. Estudos realizados por seus criadores mostraram que mais de setenta por cento dos cães em canis e oitenta por cento dos que viviam em residências apresentaram diminuição de sinais de ansiedade após ouvirem esse tipo de música. Margot também passou a dormir tranquilamente ao som de compositores como Brahms e Beethoven. Pesquisas científicas confirmaram esses efeitos. Um estudo científico comparou música clássica, audiolivros e silêncio, concluindo que a música teve efeito calmante em situações de estresse intenso. As composições mais eficazes são lentas, simples e com pouca percussão, capazes de reduzir os níveis de cortisol nos cães. A pesquisadora Debora também observou melhorias no bem-estar de animais como elefantes e gorilas em zoológicos, com redução de comportamentos agressivos e repetitivos. Outros benefícios incluem melhora no sono, na alimentação e no sistema imunológico. Cães e gatos possuem audição mais sensível que a dos humanos, percebendo frequências muito mais altas. Em gatos, embora haja poucos estudos, uma pesquisa mostrou que a música clássica reduziu batimentos cardíacos e respiração durante procedimentos veterinários. Além da música clássica, outros estilos como reggae e rock suave também demonstraram efeito relaxante em cães. Já os audiolivros, embora parecessem promissores, mostraram pouco efeito calmante em estudos mais recentes. Apesar dos resultados positivos, a música não funciona da mesma forma para todos os animais, já que os estudos são de curta duração e feitos em ambientes específicos. Testar diferentes sons exige tentativas, mas, como ocorreu com Margot, a música adequada pode trazer benefícios importantes ao bem-estar dos animais. https://www.bbc.com/portuguese/articles/czj07wgndkwo.adaptado. O texto apresenta dados sobre a audição dos animais e sobre os resultados de estudos realizados com gatos. De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: ContadorConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
A música acalma os animais? Quando a fotógrafa da BBC Serenity resgatou a cadela Margot, percebeu que ela sofria de ansiedade. Após tentativas frustradas com medicamentos e outras técnicas, ela descobriu que a música clássica e as canções instrumentais com pouca percussão ajudavam a acalmar a cadela, sobretudo quando ficava sozinha. Um treinador recomendou uma playlist composta por músicas lentas, principalmente de piano, desenvolvidas para reduzir o estresse em cães. Estudos realizados por seus criadores mostraram que mais de setenta por cento dos cães em canis e oitenta por cento dos que viviam em residências apresentaram diminuição de sinais de ansiedade após ouvirem esse tipo de música. Margot também passou a dormir tranquilamente ao som de compositores como Brahms e Beethoven. Pesquisas científicas confirmaram esses efeitos. Um estudo científico comparou música clássica, audiolivros e silêncio, concluindo que a música teve efeito calmante em situações de estresse intenso. As composições mais eficazes são lentas, simples e com pouca percussão, capazes de reduzir os níveis de cortisol nos cães. A pesquisadora Debora também observou melhorias no bem-estar de animais como elefantes e gorilas em zoológicos, com redução de comportamentos agressivos e repetitivos. Outros benefícios incluem melhora no sono, na alimentação e no sistema imunológico. Cães e gatos possuem audição mais sensível que a dos humanos, percebendo frequências muito mais altas. Em gatos, embora haja poucos estudos, uma pesquisa mostrou que a música clássica reduziu batimentos cardíacos e respiração durante procedimentos veterinários. Além da música clássica, outros estilos como reggae e rock suave também demonstraram efeito relaxante em cães. Já os audiolivros, embora parecessem promissores, mostraram pouco efeito calmante em estudos mais recentes. Apesar dos resultados positivos, a música não funciona da mesma forma para todos os animais, já que os estudos são de curta duração e feitos em ambientes específicos. Testar diferentes sons exige tentativas, mas, como ocorreu com Margot, a música adequada pode trazer benefícios importantes ao bem-estar dos animais. https://www.bbc.com/portuguese/articles/czj07wgndkwo.adaptado. O texto apresenta informações sobre diferentes tipos de sons e seus efeitos no comportamento dos animais. De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar AdministrativoConcurso: Prefeitura de Craíbas - AL
O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul. O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar. Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004. A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado. O texto aborda um fenômeno meteorológico de grande intensidade que afeta diferentes regiões do país, destacando tanto suas características físicas quanto seus impactos potenciais sobre a população e a infraestrutura. De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar AdministrativoConcurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Roubo no Louvre: as oito joias levadas por criminosos do museu em ParisO Museu do Louvre, em Paris, foi fechado temporariamente neste domingo após criminosos roubarem joias da coroa francesa de valor inestimável em uma ação ousada e rápida. Os ladrões invadiram o museu em plena luz do dia com um elevador mecânico e ferramentas movidas a bateria, fugindo com oito peças de joalheria — brincos, broches e colares adornados com milhares de diamantes e outras pedras preciosas.O crime ocorreu logo após a abertura do museu, quando quatro ladrões usaram um equipamento para alcançar a Galeria de Apolo por uma varanda próxima ao rio Sena. Dois deles cortaram as vidraças e entraram no prédio, ameaçando os seguranças e roubando itens de duas vitrines. Os alarmes funcionaram e a equipe seguiu o protocolo, acionando a polícia e garantindo a segurança dos visitantes.Segundo o Ministério da Cultura, os criminosos tentaram incendiar o veículo usado na invasão, mas foram impedidos por um funcionário. A ministra da Cultura informou que as câmeras mostram os ladrões mascarados agindo com calma e precisão, sem ferir ninguém. A fuga, feita em duas motos, foi considerada muito bem planejada. Todo o roubo durou apenas alguns minutos, segundo o Ministério do Interior.Foram levadas oito peças do século XIX pertencentes à coroa francesa: uma tiara e um broche da imperatriz Eugénie, um colar e brincos de esmeralda da imperatriz Maria Luísa, uma tiara, um colar e um brinco do conjunto de safiras de antigas rainhas, além de um broche conhecido como "relicário". Outros dois itens, entre eles uma coroa, foram encontrados perto do local, aparentemente caídos durante a fuga.As autoridades classificaram as joias como de valor inestimável e isolaram toda a área ao redor do museu. O Ministério Público abriu investigação por furto organizado e conspiração criminosa, com apoio de uma equipe especializada em tráfico de bens culturais.Este não é o primeiro grande roubo na história do Louvre. Em 1911, a Mona Lisa foi levada por um funcionário e só recuperada dois anos depois. Em 1998, um quadro de Camille Corot foi roubado e nunca encontrado. Outros museus franceses também já foram alvo de crimes semelhantes, envolvendo peças de alto valor histórico e artístico.https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d03l2nd2qo.adaptado. O texto apresenta informações sobre o desfecho do roubo ocorrido no Museu do Louvre, destacando o valor histórico das peças levadas e situando o episódio no contexto de outros crimes semelhantes já registrados em museus franceses. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar AdministrativoConcurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Roubo no Louvre: as oito joias levadas por criminosos do museu em ParisO Museu do Louvre, em Paris, foi fechado temporariamente neste domingo após criminosos roubarem joias da coroa francesa de valor inestimável em uma ação ousada e rápida. Os ladrões invadiram o museu em plena luz do dia com um elevador mecânico e ferramentas movidas a bateria, fugindo com oito peças de joalheria — brincos, broches e colares adornados com milhares de diamantes e outras pedras preciosas.O crime ocorreu logo após a abertura do museu, quando quatro ladrões usaram um equipamento para alcançar a Galeria de Apolo por uma varanda próxima ao rio Sena. Dois deles cortaram as vidraças e entraram no prédio, ameaçando os seguranças e roubando itens de duas vitrines. Os alarmes funcionaram e a equipe seguiu o protocolo, acionando a polícia e garantindo a segurança dos visitantes.Segundo o Ministério da Cultura, os criminosos tentaram incendiar o veículo usado na invasão, mas foram impedidos por um funcionário. A ministra da Cultura informou que as câmeras mostram os ladrões mascarados agindo com calma e precisão, sem ferir ninguém. A fuga, feita em duas motos, foi considerada muito bem planejada. Todo o roubo durou apenas alguns minutos, segundo o Ministério do Interior.Foram levadas oito peças do século XIX pertencentes à coroa francesa: uma tiara e um broche da imperatriz Eugénie, um colar e brincos de esmeralda da imperatriz Maria Luísa, uma tiara, um colar e um brinco do conjunto de safiras de antigas rainhas, além de um broche conhecido como "relicário". Outros dois itens, entre eles uma coroa, foram encontrados perto do local, aparentemente caídos durante a fuga.As autoridades classificaram as joias como de valor inestimável e isolaram toda a área ao redor do museu. O Ministério Público abriu investigação por furto organizado e conspiração criminosa, com apoio de uma equipe especializada em tráfico de bens culturais.Este não é o primeiro grande roubo na história do Louvre. Em 1911, a Mona Lisa foi levada por um funcionário e só recuperada dois anos depois. Em 1998, um quadro de Camille Corot foi roubado e nunca encontrado. Outros museus franceses também já foram alvo de crimes semelhantes, envolvendo peças de alto valor histórico e artístico.https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1d03l2nd2qo.adaptado. O texto apresenta um relato jornalístico sobre um crime de grande repercussão ocorrido em um dos museus mais importantes do mundo, destacando a ação dos criminosos e as providências tomadas pelas autoridades e pela equipe do local. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Auxiliar AdministrativoConcurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Ibama autoriza Petrobras a pesquisar petróleo na foz do AmazonasA Petrobras anunciou que recebeu licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar pesquisas de petróleo na foz do rio Amazonas. De acordo com a companhia, o poço exploratório está situado em águas profundas do Amapá, a quinhentos quilômetros da foz do rio e a cento e setenta e cinco quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira.A perfuração, que começará de imediato, tem duração prevista de cinco meses. Essa fase de pesquisa exploratória busca reunir informações geológicas que permitam avaliar a presença de petróleo e gás em escala econômica. Ainda não há produção de petróleo nesse estágio do processo.Em nota, o Ibama afirmou que a licença foi concedida após rigoroso processo de licenciamento ambiental, e envolveu muitas pessoas, entre funcionários e colaboradores da Petrobras e técnicos do próprio Ibama.Em maio, o órgão já havia aprovado o plano de prevenção a emergências apresentado pela Petrobras, etapa final antes do início da perfuração. Na ocasião, o Ibama destacou que o plano atendia aos requisitos técnicos e estava apto para a fase seguinte, que incluiria vistorias e simulações de resgate de animais atingidos por óleo, a fim de testar, na prática, a capacidade de resposta a possíveis acidentes.O debate sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas suscita divergências. Para ambientalistas, trata-se de uma contradição em relação ao discurso do Brasil de liderança climática global, especialmente às vésperas da COP30, que será sediada em Belém. Enquanto isso, o país defende a exploração de combustíveis fósseis na Margem Equatorial.O diplomata André Corrêa do Lago, nomeado pelo governo para presidir a COP30, rejeitou a ideia de contradição. Segundo ele, todos os países buscam atingir a neutralidade de emissões e seguem estratégias próprias para alcançá-la.A Petrobras, por sua vez, sustenta que a confirmação da existência de petróleo na Margem Equatorial representa a abertura de uma nova fronteira energética para o Brasil, contribuindo para uma transição justa, segura e sustentável.O processo de licenciamento ambiental na região se estende há quase cinco anos. Em 2023, o Ibama havia negado o pedido de licença, mas, desde então, a autarquia e a Petrobras mantiveram diálogo técnico intenso, o que, segundo o órgão, resultou em aprimoramentos significativos no projeto, principalmente quanto às medidas de resposta a emergências.Para Magda Chambriard, presidente da Petrobras, a conclusão do processo e a emissão da licença simbolizam uma conquista da sociedade brasileira e demonstram o compromisso das instituições com o diálogo e com o desenvolvimento nacional.https://www.bbc.com/portuguese/articles/clygn0zlkkno.adaptado. O texto apresenta diferentes pontos de vista acerca da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Nele, destacam-se as posições de ambientalistas, de representantes do governo e da Petrobras, evidenciando o embate entre questões ambientais, econômicas e estratégicas. Com base nas informações do texto, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de Saúde (Todas as Áreas)Concurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Ibama autoriza Petrobras a pesquisar petróleo na foz do AmazonasA Petrobras anunciou que recebeu licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar pesquisas de petróleo na foz do rio Amazonas. De acordo com a companhia, o poço exploratório está situado em águas profundas do Amapá, a quinhentos quilômetros da foz do rio e a cento e setenta e cinco quilômetros da costa, na Margem Equatorial brasileira.A perfuração, que começará de imediato, tem duração prevista de cinco meses. Essa fase de pesquisa exploratória busca reunir informações geológicas que permitam avaliar a presença de petróleo e gás em escala econômica. Ainda não há produção de petróleo nesse estágio do processo.Em nota, o Ibama afirmou que a licença foi concedida após rigoroso processo de licenciamento ambiental, e envolveu muitas pessoas, entre funcionários e colaboradores da Petrobras e técnicos do próprio Ibama.Em maio, o órgão já havia aprovado o plano de prevenção a emergências apresentado pela Petrobras, etapa final antes do início da perfuração. Na ocasião, o Ibama destacou que o plano atendia aos requisitos técnicos e estava apto para a fase seguinte, que incluiria vistorias e simulações de resgate de animais atingidos por óleo, a fim de testar, na prática, a capacidade de resposta a possíveis acidentes.O debate sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas suscita divergências. Para ambientalistas, trata-se de uma contradição em relação ao discurso do Brasil de liderança climática global, especialmente às vésperas da COP30, que será sediada em Belém. Enquanto isso, o país defende a exploração de combustíveis fósseis na Margem Equatorial.O diplomata André Corrêa do Lago, nomeado pelo governo para presidir a COP30, rejeitou a ideia de contradição. Segundo ele, todos os países buscam atingir a neutralidade de emissões e seguem estratégias próprias para alcançá-la.A Petrobras, por sua vez, sustenta que a confirmação da existência de petróleo na Margem Equatorial representa a abertura de uma nova fronteira energética para o Brasil, contribuindo para uma transição justa, segura e sustentável.O processo de licenciamento ambiental na região se estende há quase cinco anos. Em 2023, o Ibama havia negado o pedido de licença, mas, desde então, a autarquia e a Petrobras mantiveram diálogo técnico intenso, o que, segundo o órgão, resultou em aprimoramentos significativos no projeto, principalmente quanto às medidas de resposta a emergências.Para Magda Chambriard, presidente da Petrobras, a conclusão do processo e a emissão da licença simbolizam uma conquista da sociedade brasileira e demonstram o compromisso das instituições com o diálogo e com o desenvolvimento nacional.https://www.bbc.com/portuguese/articles/clygn0zlkkno.adaptado. O texto aborda o início de uma nova etapa de pesquisa da Petrobras, relacionada à exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. São mencionados aspectos técnicos, ambientais e institucionais que envolvem o processo de licenciamento conduzido pelo Ibama, bem como os objetivos da fase exploratória. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que o objetivo da pesquisa exploratória realizada pela Petrobras é:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de Saúde (Todas as Áreas)Concurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Rei Charles será primeiro monarca britânico a rezar ao lado de um papa em 500 anos O rei Charles III e o papa Leão XIV se tornarão o primeiro monarca britânico e o primeiro pontífice a rezarem juntos em uma celebração religiosa desde a Reforma do século XVI. O encontro histórico ocorrerá na Capela Sistina, no Vaticano, durante a visita de Estado que o rei Charles e a rainha Camila realizarão na próxima semana. Sob o famoso teto pintado por Michelangelo, a cerimônia reunirá clérigos e corais tanto da Igreja Católica Romana quanto da Igreja da Inglaterra, da qual o rei é o governador supremo. A visita representa um importante gesto de reconciliação e marcará também o primeiro encontro entre o rei e o novo papa, nascido nos Estados Unidos.Charles e Camila se reunirão com o papa e altos representantes do Vaticano em uma celebração ecumênica especial, na qual o rei e o pontífice rezarão juntos. A cerimônia na Capela Sistina terá como foco a preservação da natureza, tema que reflete o engajamento do rei em causas ambientais. O coral da Capela Sistina cantará ao lado dos corais da Capela de São Jorge e da Capela Real de Sua Majestade, simbolizando harmonia entre as tradições católica e anglicana.O local, do século XV, é conhecido por abrigar o conclave de cardeais que elege o papa. Embora monarcas britânicos tenham se encontrado com pontífices anteriormente — incluindo a falecida rainha Elizabeth II —, esta será a primeira vez, desde a separação de Henrique VIII de Roma, que um monarca britânico e um papa rezarão juntos em uma celebração religiosa.Fontes do Palácio de Buckingham e da Igreja da Inglaterra destacam a relevância histórica do ato, ressaltando o compromisso do rei com o diálogo inter-religioso e a promoção da paz espiritual entre diferentes crenças.Outro momento de valor simbólico está previsto na Basílica de São Paulo Extramuros, onde o rei participará de uma cerimônia na abadia que abriga o túmulo do apóstolo Paulo. A igreja, ligada historicamente à monarquia inglesa desde os tempos medievais, exibe há séculos a insígnia da Ordem da Jarreteira, símbolo de união entre Roma e o Reino Unido.Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20pdvzxxr5o.adaptado. O texto aborda um evento histórico que simboliza aproximação entre duas importantes tradições religiosas. De acordo com as informações apresentadas, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de Saúde (Todas as Áreas)Concurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Rei Charles será primeiro monarca britânico a rezar ao lado de um papa em 500 anos O rei Charles III e o papa Leão XIV se tornarão o primeiro monarca britânico e o primeiro pontífice a rezarem juntos em uma celebração religiosa desde a Reforma do século XVI. O encontro histórico ocorrerá na Capela Sistina, no Vaticano, durante a visita de Estado que o rei Charles e a rainha Camila realizarão na próxima semana. Sob o famoso teto pintado por Michelangelo, a cerimônia reunirá clérigos e corais tanto da Igreja Católica Romana quanto da Igreja da Inglaterra, da qual o rei é o governador supremo. A visita representa um importante gesto de reconciliação e marcará também o primeiro encontro entre o rei e o novo papa, nascido nos Estados Unidos.Charles e Camila se reunirão com o papa e altos representantes do Vaticano em uma celebração ecumênica especial, na qual o rei e o pontífice rezarão juntos. A cerimônia na Capela Sistina terá como foco a preservação da natureza, tema que reflete o engajamento do rei em causas ambientais. O coral da Capela Sistina cantará ao lado dos corais da Capela de São Jorge e da Capela Real de Sua Majestade, simbolizando harmonia entre as tradições católica e anglicana.O local, do século XV, é conhecido por abrigar o conclave de cardeais que elege o papa. Embora monarcas britânicos tenham se encontrado com pontífices anteriormente — incluindo a falecida rainha Elizabeth II —, esta será a primeira vez, desde a separação de Henrique VIII de Roma, que um monarca britânico e um papa rezarão juntos em uma celebração religiosa.Fontes do Palácio de Buckingham e da Igreja da Inglaterra destacam a relevância histórica do ato, ressaltando o compromisso do rei com o diálogo inter-religioso e a promoção da paz espiritual entre diferentes crenças.Outro momento de valor simbólico está previsto na Basílica de São Paulo Extramuros, onde o rei participará de uma cerimônia na abadia que abriga o túmulo do apóstolo Paulo. A igreja, ligada historicamente à monarquia inglesa desde os tempos medievais, exibe há séculos a insígnia da Ordem da Jarreteira, símbolo de união entre Roma e o Reino Unido.Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20pdvzxxr5o.adaptado. O texto narra um acontecimento de grande relevância histórica e simbólica envolvendo o rei Charles III e o papa Leão XIV. Com base nas informações apresentadas, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Agente Comunitário de Saúde (Todas as Áreas)Concurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como roubo de Mona Lisa no Louvre fez dela a pintura mais famosa do mundoO Museu do Louvre, em Paris, foi novamente palco de um roubo audacioso que chamou atenção mundial: joias da coroa francesa, de valor inestimável, foram levadas em uma ação que durou cerca de sete minutos.O caso remete a outro furto célebre ocorrido no mesmo museu: o roubo da Mona Lisa, em 1911, um crime que acabou transformando a pintura de Leonardo da Vinci na mais famosa do mundo.O roubo aconteceu em vinte e um de agosto de 1911, uma segunda-feira em que o Louvre estava fechado. O autor, Vincenzo Peruggia, entrou e saiu do museu com o quadro sem grande planejamento. A ausência da obra só foi percebida no dia seguinte, e o escândalo levou ao fechamento do museu por uma semana. A polícia investigou vários suspeitos, entre eles o poeta Guillaume Apollinaire e o pintor Pablo Picasso, ambos inocentes.A Mona Lisa ficou desaparecida por mais de dois anos e foi recuperada em dez de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao tentar entregá-la a um comerciante de antiguidades em Florença. Segundo o historiador de arte Noah Charney, esse foi o primeiro crime artístico a ganhar repercussão internacional.Na época, a pintura não era a mais famosa do mundo. Foi o roubo que a tornou célebre. A ampla cobertura da imprensa fez da obra um ícone cultural. Sua imagem passou a circular em jornais, postais e anúncios, e multidões visitavam o Louvre apenas para ver o espaço vazio onde o quadro costumava estar.Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade. Quando as notícias sobre o caso se esgotaram, jornais passaram a inventar histórias sobre o retrato, como a de que Da Vinci teria se apaixonado pela modelo.O furto, porém, não exigiu um plano elaborado. O museu tinha pouca segurança, e Peruggia, que havia trabalhado lá, conhecia bem o local. Ele usou seu antigo uniforme e sabia como o quadro estava fixado. Após sua prisão, alegou agir por patriotismo, acreditando que a obra fora roubada da Itália. Na verdade, ela havia sido adquirida pelo rei francês Francisco I no século XVI.As verdadeiras motivações do roubo permanecem incertas. Peruggia não era um especialista em arte e escolheu a Mona Lisa, ao que tudo indica, por seu pequeno tamanho, de fácil transporte. Desde sua recuperação, em 1913, o quadro se tornou um dos maiores símbolos da arte mundial. Milhões de pessoas visitam o Louvre para vê-lo, embora poucos o apreciem de fato.O ladrão foi rapidamente esquecido, especialmente após início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Hoje, é lembrado como uma figura curiosa — um homem que se encantou por uma obra de arte e, apesar do crime, não a danificou.https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6lny4z3xo.adaptado. O texto apresenta um relato histórico que associa dois episódios ocorridos no Museu do Louvre: o roubo recente das joias da coroa francesa e o célebre furto da Mona Lisa, em 1911, que transformou a pintura de Leonardo da Vinci em um símbolo mundial. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Flores - PE
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.Como roubo de Mona Lisa no Louvre fez dela a pintura mais famosa do mundoO Museu do Louvre, em Paris, foi novamente palco de um roubo audacioso que chamou atenção mundial: joias da coroa francesa, de valor inestimável, foram levadas em uma ação que durou cerca de sete minutos.O caso remete a outro furto célebre ocorrido no mesmo museu: o roubo da Mona Lisa, em 1911, um crime que acabou transformando a pintura de Leonardo da Vinci na mais famosa do mundo.O roubo aconteceu em vinte e um de agosto de 1911, uma segunda-feira em que o Louvre estava fechado. O autor, Vincenzo Peruggia, entrou e saiu do museu com o quadro sem grande planejamento. A ausência da obra só foi percebida no dia seguinte, e o escândalo levou ao fechamento do museu por uma semana. A polícia investigou vários suspeitos, entre eles o poeta Guillaume Apollinaire e o pintor Pablo Picasso, ambos inocentes.A Mona Lisa ficou desaparecida por mais de dois anos e foi recuperada em dez de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao tentar entregá-la a um comerciante de antiguidades em Florença. Segundo o historiador de arte Noah Charney, esse foi o primeiro crime artístico a ganhar repercussão internacional.Na época, a pintura não era a mais famosa do mundo. Foi o roubo que a tornou célebre. A ampla cobertura da imprensa fez da obra um ícone cultural. Sua imagem passou a circular em jornais, postais e anúncios, e multidões visitavam o Louvre apenas para ver o espaço vazio onde o quadro costumava estar.Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade. Quando as notícias sobre o caso se esgotaram, jornais passaram a inventar histórias sobre o retrato, como a de que Da Vinci teria se apaixonado pela modelo.O furto, porém, não exigiu um plano elaborado. O museu tinha pouca segurança, e Peruggia, que havia trabalhado lá, conhecia bem o local. Ele usou seu antigo uniforme e sabia como o quadro estava fixado. Após sua prisão, alegou agir por patriotismo, acreditando que a obra fora roubada da Itália. Na verdade, ela havia sido adquirida pelo rei francês Francisco I no século XVI.As verdadeiras motivações do roubo permanecem incertas. Peruggia não era um especialista em arte e escolheu a Mona Lisa, ao que tudo indica, por seu pequeno tamanho, de fácil transporte. Desde sua recuperação, em 1913, o quadro se tornou um dos maiores símbolos da arte mundial. Milhões de pessoas visitam o Louvre para vê-lo, embora poucos o apreciem de fato.O ladrão foi rapidamente esquecido, especialmente após início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Hoje, é lembrado como uma figura curiosa — um homem que se encantou por uma obra de arte e, apesar do crime, não a danificou.https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6lny4z3xo.adaptado. O texto apresenta informações sobre as consequências do roubo da Mona Lisa, as circunstâncias que permitiram o crime e a maneira como o ladrão foi lembrado. De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
Os Amantes − Crônica de Rubem Braga Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando. Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador. Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois − e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele − fosse quem fosse − nos lançaria um olhar, diria alguma coisa − e então o nosso mundo seria invadido. No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho. O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho. O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá. No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios − que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivesse o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: "Meu Deus, seus olhos estão esverdeando". Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado. Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre − senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança. https://contobrasileiro.com.br/os-amantes-cronica-de-rubem-braga/ "Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro..." A partir desse trecho, é correto afirmar que o narrador quer mostrar que:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
Os Amantes − Crônica de Rubem Braga Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando. Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador. Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois − e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele − fosse quem fosse − nos lançaria um olhar, diria alguma coisa − e então o nosso mundo seria invadido. No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho. O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho. O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá. No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios − que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivesse o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: "Meu Deus, seus olhos estão esverdeando". Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado. Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre − senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança. https://contobrasileiro.com.br/os-amantes-cronica-de-rubem-braga/ "Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem." A partir do texto-base, analise as afirmativas a seguir: I. O casal fica atento a cada som, campainha ou telefone, como se o mundo externo fosse uma ameaça ao seu espaço de intimidade. II. O isolamento do casal faz com que eles se tornem incapazes de perceber a realidade externa. III. A crônica mostra que momentos de amor absoluto e protegidos do mundo são intensos, mas temporários. É correto o que se afirma em:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
Os Amantes − Crônica de Rubem Braga Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando. Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador. Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois − e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele − fosse quem fosse − nos lançaria um olhar, diria alguma coisa − e então o nosso mundo seria invadido. No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho. O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho. O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá. No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios − que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivesse o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: "Meu Deus, seus olhos estão esverdeando". Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado. Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre − senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança. https://contobrasileiro.com.br/os-amantes-cronica-de-rubem-braga/ "Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez." Assinale a alternativa CORRETA que, segundo o texto-base, revela o principal efeito do isolamento do casal.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
Os Amantes − Crônica de Rubem Braga Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando. Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador. Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois − e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele − fosse quem fosse − nos lançaria um olhar, diria alguma coisa − e então o nosso mundo seria invadido. No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho. O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho. O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá. No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios − que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivesse o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: "Meu Deus, seus olhos estão esverdeando". Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado. Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre − senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança. https://contobrasileiro.com.br/os-amantes-cronica-de-rubem-braga/ "...alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada.." É correto afirmar que essa passagem do texto indica:
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
Os Amantes − Crônica de Rubem Braga Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando. Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador. Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois − e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele − fosse quem fosse − nos lançaria um olhar, diria alguma coisa − e então o nosso mundo seria invadido. No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho. O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho. O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá. No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios − que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar. O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro. Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivesse o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha. Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: "Meu Deus, seus olhos estão esverdeando". Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado. Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos. Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre − senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança. https://contobrasileiro.com.br/os-amantes-cronica-de-rubem-braga/ "Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos." Assinale a alternativa CORRETA que apresenta melhor o significado de "inimigos" no texto.
Ano: 2025Banca: IGEDUCCargo: Guarda MunicipalConcurso: Prefeitura de Quipapá - PE
O pequeno mamífero que pode guardar o segredo genético para a vida longa Eles são roedores subterrâneos estranhos e sem pelos, que parecem linguiças com dentes. Mas acabaram de revelar um segredo genético para a longevidade. Um novo estudo do bizarro rato-toupeira-pelado concluiu que estes animais evoluíram para criar um mecanismo de reparo de DNA que pode explicar por que eles vivem tanto tempo. Esta espécie de mamífero mora em tocas e tem um período de vida máximo de cerca de 40 anos. Trata-se do roedor com maior expectativa de vida longa do planeta. As novas descobertas foram publicadas pela revista Science. Elas podem também esclarecer por que o rato-toupeira-pelado é resistente a uma vasta série de doenças relativas à idade avançada. Estes animais são resistentes ao câncer, à artrite e à deterioração do cérebro e da medula espinhal. Por isso, muitos cientistas querem saber como o corpo deles funciona. O estudo foi liderado por uma equipe da Universidade Tonji em Xangai, na China. O foco foi o reparo do DNA, um processo natural nas células do corpo. Quando fitas de DNA (os nosso blocos de construção genética) são danificados, o corpo aciona um mecanismo que faz com que outra fita de DNA que não sofreu danos seja usada como modelo para reparar o estrago. A pesquisa se concentrou em uma proteína específica, envolvida nesse sistema de detecção e reparo de danos. Quando uma célula identifica o dano, ela produz uma proteína chamada c-GAS, que desempenha diversas funções. Mas o interessante para os cientistas é que, nos seres humanos, esta substância interrompe o processo de reparo do DNA. Os cientistas acreditam que esta interferência pode promover o câncer e reduzir nosso tempo de vida. Mas, no rato-toupeira-pelado, os pesquisadores descobriram que a mesma proteína faz exatamente o contrário. Ela ajuda o corpo a corrigir fitas de DNA e mantém intacto o código genético em cada célula. O professor Gabriel Balmus estuda o reparo de DNA e envelhecimento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Ele declarou que a descoberta é animadora. Para ele, esta é "a ponta do iceberg" para compreendermos por que esses animais vivem por períodos tão longos. "Você pode pensar no cGAS como uma peça de Lego biológica", compara ele, "o mesmo formato básico em seres humanos e ratos-toupeiras-pelados. Mas, no rato-toupeira, alguns conectores são invertidos, o que permite que eles montem uma estrutura e função completamente diferentes." Balmus explica que, depois de milhões de anos de evolução, o rato-toupeira-pelado aparentemente reprogramou o mesmo processo e "o usou em seu benefício". "Esta descoberta levanta questões fundamentais: como a evolução reprogramou a mesma proteína para agir de forma contrária? O que mudou? Este é um caso isolado ou faz parte de um padrão evolutivo maior? E, o mais importante, os cientistas querem saber o que eles podem aprender com estes roedores para melhorar a saúde humana e ampliar a nossa qualidade de vida com o avanço da idade. "Acho que, se pudermos aplicar a engenharia reversa à biologia do rato-toupeira-pelado, podemos criar muitas terapias necessárias para uma sociedade que está envelhecendo", conclui o professor. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg43yv49qv7o "Eles são roedores subterrâneos estranhos e sem pelos, que parecem linguiças com dentes. Mas acabaram de revelar um segredo genético para a longevidade." Considerando o texto-base, identifique a afirmativa INCORRETA: