Ano: 2026 · Banca: UPENET/IAUPE · Cargo: Cirurgia Torácica · Concurso: SES-PE
Paciente com carcinoma escamoso de pulmão, T2N0, funcionalmente apto à ressecção. PET-CT sem doença oculta. Entretanto, biópsia demonstra PD-L1 de 90%. Qual é o tratamento inicial recomendado?
A Imunoterapia exclusiva, já que PD-L1 é maior que 50%. B Quimiorradioterapia definitiva, pois tumores escamosos respondem melhor de forma não cirúrgica. C Ressecção cirúrgica (lobectomia e linfadenectomia) como tratamento primário. D Neoadjuvância com imunoterapia isolada obrigatória. E Quimioterapia neoadjuvante em todos os casos de PD-L1 alto. Responder
Gerar comentário com IA Comentários Solução em vídeoEm breve Estatísticas Reportar erroAno: 2026 · Banca: UPENET/IAUPE · Cargo: Cirurgia Torácica · Concurso: SES-PE
Paciente tratado com lobectomia para adenocarcinoma pT2aN1 há 1 ano, apresenta recidiva local na linha de grampeamento, sem metástases à distância. PET-CT sugere lesão limitada e função pulmonar é adequada. Qual é a melhor conduta?
A Iniciar quimioterapia sistêmica como primeira escolha. B Radioterapia paliativa, pois recidivas locais não são tratáveis de forma definitiva. C Observação por três meses para confirmar padrão evolutivo. D Imunoterapia de resgate de forma imediata, independentemente de resecabilidade. E para cirurgia de resgate, considerando recidiva isolada e boa reserva funcional. Responder
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Um adenocarcinoma metastático apresenta mutação ALK positiva. O paciente é jovem, sem comorbidades. Qual é o tratamento inicial recomendado?
A Quimioterapia baseada em platina como primeira linha. B Inibidor de ALK de geração avançada (ex.: alectinibe) como tratamento inicial. C Imunoterapia isolada, pois tumores com mutações acionáveis respondem melhor. D Radioterapia torácica exclusiva para controlar doença sistêmica. E Terapia anti-EGFR devido à similaridade biológica entre ALK e EGFR. Responder
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Um paciente de 59 anos apresenta adenocarcinoma de pulmão com mutação EGFR exon 19, tumor primário no lobo superior esquerdo (T2b) e duas metástases cerebrais pequenas tratáveis com radiocirurgia. PET-CT não mostra outros sítios de doença. Após excelente resposta inicial ao osimertinibe, permanece com doença estável no tumor primário e completa regressão das metástases. Considerando conceitos modernos de consolidação local em oligometástases, qual conduta é a mais apropriada?
A Prosseguir somente com osimertinibe de forma indefinida, uma vez que terapia-alvo controla tanto o primário quanto metástases, não havendo papel para tratamento local. B Realizar lobectomia ou radioterapia estereotáxica do tumor primário como terapia consolidativa, pois estudos sugerem ganho de sobrevida em pacientes oligometastáticos responsivos à terapia sistêmica. C Suspender terapia-alvo antes de qualquer abordagem local para evitar interferência na cicatrização. D Indicar quimioterapia adicional com platina após a consolidação sistêmica, pois pacientes com mutação EGFR não se beneficiam de tratamento local. E Indicar ressecção cirúrgica do tumor primário, apenas se as metástases forem hepáticas e não cerebrais. Responder
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Em relação ao manejo cirúrgico das estenoses traqueais benignas pós-intubação, assinale a alternativa CORRETA.
A A ressecção traqueal segmentar com anastomose primária é o tratamento de escolha para estenoses curtas, não complexas e sem extensão subglótica significativa. B O uso de stent metálico é preferencial como primeira linha mesmo em estenoses simples, pela baixa taxa de migração e alta durabilidade. C A dilatação endoscópica isolada apresenta taxas superiores a 80% de cura definitiva nas estenoses inflamadas e fibrosas. D A traqueostomia baixa é parte do preparo rotineiro antes da ressecção cricotraqueal. E A laringotraqueoplastia não deve ser considerada em estenoses subglóticas de etiologia idiopática. Responder
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Em pacientes com tumores primários de traqueia, qual das seguintes afirmações é CORRETA?
A O carcinoma espinocelular é menos comum que o adenoide cístico em todas as faixas etárias. B O adenoide cístico caracteriza-se por crescimento lento, tendência a margens positivas e invasão submucosa extensa, dificultando ressecções com margens amplas. C traqueais raramente provocam disfagia devido à localização distante do esôfago. D A radioterapia primária é superior à ressecção cirúrgica para tumores ressecáveis de traqueia. E O envolvimento perineural é incomum no adenoide cístico. Responder
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Sobre a avaliação pré-operatória para ressecção e reconstrução traqueal, assinale a alternativa CORRETA.
A A espirometria raramente é útil, já que o fluxo aéreo não é afetado pela obstrução traqueal. B A tomografia não deve ser usada para medir extensão longitudinal da lesão. C A broncoscopia rígida ou flexível é obrigatória para determinar o grau, a extensão, a mobilidade e a distância da estenose em relação às estruturas laringotraqueais. D O teste de mobilização cervical não tem relevância para a decisão cirúrgica. E O risco anestésico não aumenta em estenoses críticas, pois a ventilação espontânea é sempre preservada. Responder
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Sobre as técnicas de liberação (release maneuvers) para permitir ressecções traqueais mais extensas, assinale a alternativa CORRETA.
A A liberação hilar bilateral oferece maior ganho de extensão que a suprahioidea. B A liberação suprahioidea raramente acrescenta mais de 1 cm ao comprimento de anastomose possível. C As manobras de liberação são contraindicações absolutas em pacientes idosos. D A liberação suprahioidea pode aumentar de 2 a 3 cm o comprimento permitido de ressecção traqueal, reduzindo tensão anastomótica. E A liberação infrahioidea nunca é utilizada em ressecções cricotraqueais. Responder
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No manejo de fístulas traqueoesofágicas adquiridas, assinale a alternativa CORRETA.
A A principal abordagem é o fechamento primário simultâneo sem interposição muscular. B O stent metálico traqueal é sempre preferível ao stent esofágico quando a comunicação é alta. C A via aérea dificilmente sofre risco de aspirar secreções digestivas nesses casos. D O tratamento cirúrgico raramente necessita de retalho muscular para a separação dos planos. E Lesões pós-intubação geralmente exigem separação esofágica e traqueal com retalho interposto, como o esternocleidomastoideo ou intercostal, para redução de recidiva. Responder
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Após uma ressecção traqueal segmentar com reconstrução primária, qual das seguintes afirmações descreve, de forma mais acurada, um aspecto crítico das complicações pós-operatórias e sua prevenção?
A A maior parte das deiscências anastomóticas ocorre por infecção local, sendo rara a contribuição da tensão mecânica exercida pela posição cervical no pós-operatório. B A manutenção da posição de flexão cervical (“chin-to-chest”) reduz tensão na anastomose e é uma das medidas mais relevantes na prevenção de deiscência precoce, especialmente nos primeiros 5–7 dias. C A formação de granuloma anastomótico é indicativa de falha cirúrgica grave e, na maioria das vezes, exige reoperação ampla para ressecção de novo segmento traqueal. D A paralisia bilateral de prega vocal é uma complicação frequente e esperada, pois os nervos recorrentes estão sempre diretamente manipulados na maioria das ressecções traqueais. E A reestenose anastomótica precoce costuma ocorrer pela retração cicatricial imediata, geralmente dentro das primeiras 24 horas após o procedimento. Responder
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