Paciente feminina, 40 anos, chegou ao ambulatório de reumatologia queixando-se de dor e rigidez matinal superior a 1 hora há 4 meses. Relata fadiga intensa e dificuldade para realizar tarefas simples, como pentear o cabelo. Ao exame físico, apresenta poliartrite simétrica em mãos e punhos, com edema, calor e dor à palpação. Exames laboratoriais mostram VHS de 62 mm/h, PCR elevada, fator reumatoide positivo e anticorpo anti-CCP positivo. O médico residente discutiu o caso com seu chefe para confirmar o diagnóstico. Qual é o diagnóstico mais provável?
Mulher de 55 anos, com cirrose avançada secundária à hepatite C, chega ao ambulatório para paracentese de rotina. Relata episódios prévios de ascite refratária, mas nega febre, dor abdominal ou confusão mental. O líquido ascítico apresenta proteína total de 0,9 g/dL, e os exames laboratoriais mostram bilirrubina sérica de 4 mg/Dl e creatinina de 1,3 mg/dL. De acordo com a American Association for the Study of Liver Diseases, qual é a melhor conduta para prevenir um episódio de peritonite bacteriana espontânea nessa paciente?
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) representa quase metade dos casos de insuficiência cardíaca no mundo, e sua prevalência vem crescendo com o envelhecimento populacional. Sobre a ICFEP, é INCORRETO afirmar que
Mulher de 30 anos, previamente hígida, iniciou tratamento para tuberculose pulmonar há 4 semanas com o esquema básico (2RHZE/4RH). Retorna ao ambulatório relatando náuseas intensas, mal-estar geral, anorexia e urina escurecida nos últimos 5 dias. Exame físico revela icterícia discreta. Exames laboratoriais mostram TGO/TGP elevadas em 4x o valor normal e bilirrubina total discretamente aumentada. Qual a conduta recomendada?
Homem de 45 anos, pai falecido por “cirrose não alcoólica” aos 62 anos. Consumo alcoólico social, IMC 28 kg/m². Queixa-se de fadiga crônica há alguns meses. Exames laboratoriais: ALT 110 U/L, AST 95 U/L, ferritina 850 ng/mL, saturação de transferrina 68%. Sorologias para hepatites A, B e C negativas. Genética: HFE C282Y homozigoto. Ultrassonografia hepática: fígado discretamente heterogêneo, sem sinais de hipertensão portal. Hemoglobina: 15 g/dL. Qual é a conduta inicial mais apropriada neste caso?
Um idoso de 79 anos, residente em Jaboatão dos Guararapes (PE), com diabetes tipo 2 há 20 anos, hipertenso e com antecedente de infarto, é levado à UPA pela família devido à letargia, fraqueza intensa e confusão mental progressiva há 3 dias. Os familiares relatam poliúria, polidipsia e abandono recente da insulina. No exame físico, apresenta PA 95×60 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 irpm, temperatura 36 C e saturação 96% em ar ambiente. Encontra-se sonolento, desidratado, com mucosas secas, sem hálito cetônico. Os exames mostram glicemia 980 mg/dL, sódio 128 mEq/L, potássio 4,5 mEq/L, osmolaridade plasmática 330 mOsm/kg, pH 7,37, HCO₃⁻ 22 mEq/L, cetonas mínimas e creatinina 2,0 mg/dL. O quadro define estado hiperosmolar hiperglicêmico. Qual a avaliação e conduta inicial CORRETA quanto ao sódio e à hidratação deste paciente?
Um homem de 34 anos, portador de HIV (CD4 = 160 cél/mm³, carga viral detectável), apresenta tosse seca há 3 semanas, febre vespertina e perda ponderal. A radiografia de tórax mostra infiltrado bilateral difuso. A baciloscopia é negativa, mas o TRM-TB (GeneXpert) detecta Mycobacterium tuberculosis sensível à rifampicina. Qual é a conduta inicial mais adequada segundo o Manual do Ministério da Saúde, considerando o risco de IRIS?