Ano: 2026 · Banca: UPENET/IAUPE · Cargo: Residência Multiprofisisonal - Saúde Hospitalar - Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilofacial · Concurso: SES-PE
Os pacientes podem ser portadores de diversos tipos de patologias sistêmicas, que exigem do cirurgião buco-maxilofacial o entendimento dessas doenças. Muitas dessas comorbidades necessitam de alterações no planejamento cirúrgico para que complicações não coloquem a vida do doente em risco. Durante exame clínico para a realização de exodontia de rotina, o paciente relatou ser portador de uma doença autossômica dominante, decorrente de mutações genéticas do inibidor de C1 esterase, caracterizada por crises de edema recorrentes sem urticária, sem prurido, podendo acometer a face, pele e mucosas das vias aéreas superiores. As crises podem ser desencadeadas por diversos fatores, como procedimentos cirúrgicos buco-dentais, estresse, trauma, menstruação e infecções. Assinale a alternativa que corresponde à doença relatada pelo paciente.
B Síndrome edematosa difusa C Reação alérgica mediada por esterase D Edema hemifacial hereditário E Síndrome antigênica de C1-INH Responder
Gerar comentário com IA Comentários Solução em vídeoEm breve Estatísticas Reportar erroAno: 2026 · Banca: UPENET/IAUPE · Cargo: Residência Multiprofisisonal - Saúde Hospitalar - Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilofacial · Concurso: SES-PE
As infecções odontogênicas podem disseminar para áreas superficiais e profundas da cavidade bucal e da face. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
A Uma infecção odontogênica que atinge o espaço faríngeo lateral tem o formato de um cone invertido, com o ápice no osso hioide. A base desse cone é formada pelo músculo pterigoideo lateral e pela base do crânio. A extensão lateral desse espaço é a superfície medial do músculo pterigoideo medial, enquanto a borda medial é o músculo constritor faríngeo superior. B O espaço retrofanrígeo é um espaço potencial que existe entre as fáscias bucofaríngea e alar. Ele tem seu limite inferior na base do crânio e estende-se até o nível de C2 e T1 da coluna cervical. Contém a cadeia linfática retrofaríngea que drena pelo seio esfenoidal e seios frontais. As infecções dessa área são geralmente o resultado de infecções dos seios maxilares. C As infecções do espaço temporal são geralmente o resultado de uma disseminação indireta da infecção de um dente, mas com frequência são observadas como uma extensão da infecção do trajeto de uma agulha. A fáscia temporal desce desde a crista temporal até se unir ao ângulo da mandíbula, à medida que as fibras do músculo temporal passam no côndilo mandibular, para se inserir no processo coronoide da mandíbula. O músculo temporal divide o espaço temporal em um compartimento profundo e um superficial. Um abscesso no interior do espaço temporal profundo pode ser abordado a partir de uma incisão extrabucal. D O espaço da parótida é formado pela camada posterior da fáscia cervical superficial. Essa camada se divide para envolver a glândula parótida e continua dentro da fáscia temporal. As infecções dessa área geralmente são de origem dentária. A formação de abscessos no local é mais bem controlada por meio de incisões na pele. A incisão é colocada em um vinco de pele, na região pré auricular. A dissecção romba com uma pinça reta é utilizada para identificar o ramo ascendente da mandíbula e depois para penetrar no abscesso. E Os espaços submandibulares e submentonianos são dois espaços contíguos que se comunicam na borda proximal do músculo geniohióideo. Espaço submaxilar é um sinônimo dos espaços submandibular e submentoniano. Cada espaço tem bordas anatômicas distintas. O espaço submentoniano é limitado no plano superior pelo assoalho da boca e no inferior, pelo músculo miloioideo Ele contém a glândula sublingual, o ducto submandibular, o nervo lingual e a artéria sublingual. O corpo da mandíbula é lateral, com os músculos da língua definindo os limites mediais. Responder
Gerar comentário com IA Comentários Solução em vídeoEm breve Estatísticas Reportar erroAno: 2026 · Banca: UPENET/IAUPE · Cargo: Residência Multiprofisisonal - Saúde Hospitalar - Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilofacial · Concurso: SES-PE
De acordo com Malamed, S. (2021), os anestésicos locais são medicamentos extremamente seguros quando usados conforme o recomendado. No entanto, sempre que qualquer medicamento, incluindo os anestésicos locais, é utilizado, existe um potencial para respostas indesejáveis. No contexto das reações adversas dos medicamentos frente ao uso de anestésicos locais, assinale a alternativa INCORRETA.
A As reações de superdosagem são sinais clínicos e sintomas que se manifestam em decorrência de uma relação absoluta ou relativa da administração excessiva do anestésico local, levando a níveis sanguíneos elevados do medicamento em seus órgãos-alvo (o SNC, o miocárdio, além dos nervos individuais). B A alergia consiste em uma resposta exagerada do sistema imunológico do paciente frente a uma reexposição a um alergênio. Nessa condição, o grau de intensidade dos sinais e sintomas clínicos está diretamente relacionado com o nível sanguíneo do medicamento. C Aidiossincrasia, também considerada como uma reação adversa, consiste em uma resposta clínica bizarra ou não farmacológica detectada, até que o indivíduo receba um medicamento específico. Acredita-se que todos os casos de reação idiossincrática têm um mecanismo genético subjacente. D Em relação à superdosagem, são considerados fatores predisponentes relacionados ao paciente: idade, sexo, peso, outros medicamentos em uso, presença de doença, genética e atitude mental. E Das técnicas de bloqueio do nervo alveolar inferior, as técnicas de Gow Gates e de Vazirani Akinosi apresentam menor risco de administração intravascular e consequente aumento dos níveis sanguíneos dos anestésicos locais, quando comparadas ao bloqueio pela técnica convencional. Responder
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Leia as assertivas sobre a osteotomia sagital do ramo mandibular: I. A osteotomia sagital do ramo mandibular tem sido defendida para todos os tipos de deformidades mandibulares e para cada movimento mandibular possível que inclui todo o ramo horizontal da mandíbula. II. A incisão para a realização da osteotomia sagital do ramo mandibular deve ser mantida lateral o suficiente para possibilitar fácil fechamento da ferida no procedimento, quando os dentes estiverem em fixação intermaxilar. III. O corte vertical através do córtex bucal, na osteotomia sagital do ramo mandibular, em geral é feito distalmente ao segundo molar e se estende do bordo inferior superiormente até a crista oblíqua externa. IV. Para a osteotomia sagital do ramo mandibular, técnicas de fixação em geral incluem parafusos bicorticais ou fixação com placa e parafuso monocortical. Estão CORRETAS
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Qual das alternativas abaixo descreve CORRETAMENTE o evento que marca o início da reparação do alvéolo pósexodontia imediatamente?
A O início da reabsorção do osso alveolar e a formação da margem cicatrizada de gengiva (cicatriz). B A formação de um coágulo sanguíneo que preenche o alvéolo e a posterior lise. C A proliferação do epitélio da margem da ferida para cobrir o coágulo sanguíneo. D O início do estágio inflamatório com a entrada de leucócitos no alvéolo para remover bactérias. E A formação de osteoides para substituir a matriz fibrosa do tecido cicatricial. Responder
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Nas cirurgias das anquiloses têmporo-mandibulares, assinale a alternativa CORRETA.
A Após a incisão e a hemostasia superficial, é abordado o plano ósseo com atenção ao nervo facial e artéria temporal superficial que deve ser ligada. B A osteotomia segue o plano de Dufourmental utilizando microscopia e bisturis elétricos. C Não deve ressecar as apófises cronoides nem a eminência articular temporal. D O desvio das apófises coronoides conduz sistematicamente a uma recidiva. E Na colocação de drenos, utiliza-se borracha, com ponto de saída na região temporal. Responder
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O tratamento das fraturas faciais depende da gravidade, do tipo de fratura e da área afetada e envolve tanto abordagens conservadoras quanto cirúrgicas. Seu manejo requer uma avaliação cuidadosa para evitar complicações funcionais e estéticas. Dentre os diversos meios de tratamento das fraturas de face, os aparelhos de comando externo podem ser utilizados para tratar as fraturas do complexo buco-maxilo-facial. Sobre Fraturas de face e uso de aparelhos de comando externo, assinale a alternativa CORRETA.
A Contraindicado no terço médio da face, devido à dificuldade de fixação esquelética nos ossos porosos que fazem parte dessa região. B Basicamente, todos os aparelhos são construídos sob dois fundamentos: fixadores e conectores. C A redução das fraturas é feita de forma aberta, já que a aplicação do aparelho é feita às cegas. D Os aparelhos de comando externo para mandíbula serão indicados apenas nos casos em que os fragmentos ósseosnão apresentem desvios, deslocamentos ou cavalgamentos. E O Casquete esqueletal João Hildo representa um dos tipos de aparelho de comando externo para o segmento fixo da face. Responder
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A hemorragia severa resultante de trauma maxilofacial, não é comum, entretanto, quando acontece, pode ser uma potencial ameaça à vida. Desse modo, podemos referenciar que
A como o sangramento nasal pós-traumático frequentemente se origina em artérias profundas laceradas no esqueleto facial fraturado e nas proximidades da cavidade nasal, podemos resolver com tamponamento nasal anterior e posterior prolongado, ao longo de 8 dias, não sendo indicado ligadura de vasos. B nos traumas maxilofaciais, quando da presença de um pseudoaneurisma da carótida interna, o tamponamento causado pelo hematoma lentifica o sangramento e mantém a patência da luz da artéria, impedindo uma hemorragia significante clinicamente, entretanto o ressangramento pode se manifestar a qualquer momento, até dias ou meses após otrauma inicial. C compreender a vascularização do complexo nasal é essencial para a avaliação e o tratamento adequados da epistaxe. A artéria carótida externa tem ramos para a fossa nasal, envolvendo também ramos esfenopalatinos, palatino maior e as artérias oftálmicas, sendo a anastomose da arterial facial a fonte primordial. D nos traumas maxilofaciais, o plexo de Woodruff, que é uma região de mucosa localizada no septo nasal anterossuperior, é responsável direto pela epistaxe anterior e é essencialmente proveniente de sangramento arterial. E a epistaxe é tipicamente classificada em anterior e posterior. Embora não haja uma linha divisória anatômica definida entre elas, em termos operacionais, podemos dizer que a epistaxe anterior caracteriza-se por uma hemorragia que pode ser visualizada pela orofaringe e que a epistaxe posterior, em sua maior parte, pelas narinas. Responder
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As fraturas mandibulares são presentes com frequência nos traumas faciais de alta ou baixa intensidade. As imagens de tomografias são essenciais no diagnóstico e planejamento cirúrgico. Assim sendo, podemos afirmar que
A as fraturas da mandíbula edêntula e atrófica são mais bem abordadas através do acesso bucal, por permitir a colocação de uma placa de reconstrução com o uso do em toda a extensão da base mandibular, através do mtrocáter. Essa fixação é necessária para superar a ação dos músculos depressores infrahiodes da mandíbula e do masseter. B nas fraturas de mandíbula em crianças, a redução perfeita não é necessária, pois ocorrem crescimento e remodelação consideráveis, e isso corrigirá irregularidades oclusais mínimas. C as fraturas do ângulo da mandíbula são normalmente adequadas para tratamento usando a redução fechada com FMM: principalmente que elas sejam deslocadas pelo dente Siso não erupcionado. Se for indicada, no momento da redução da fratura, a remoção do dente Siso, este deverá ser removido apenas se houver infecção local. D as fraturas na mandíbula infectadas são usualmente resultado de atrasos no tratamento ou fixação inadequada. Em muitos casos, a infecção secundária é comum com o aparecimento da osteomielite, principalmente em pacientes com histórico de diabetes. E o sistema de Lindhl classifica as fraturas subcondilares de acordo com sua localização anatômica e a relação entre o côndilo, a fratura e o processo coronoide. A fratura mais anterior está na cabeça condilar, o que significa que a fratura não repousa na cápsula da articulação temporomandibular. Normalmente a fratura mais superior está na região subcondilar abaixo do colo anatômico, estendendo-se para porção superior do corpo mandibular. Responder
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